terça-feira, 14 de março de 2017

Por favor...


Comentário: Admito não conseguir compreender este "não problema", levantado sabe se lá por quem, de relevância milimétrica e repleta de inverdades... Assim, parece que o atual Ministério da Educação se prepara para "proibir que as editoras enviem para as escolas mais do que um manual por disciplina". Até aqui não constato qualquer novidade, pois é o procedimento normal (pelo menos nas escolas por onde tenho passado). Depois, será também proibida qualquer atividade promocional por parte das editoras, dentro das escolas. Tenho lecionado em diversas escolas, e há uma boa década que ninguém me aborda no sentido de escolher este ou aquele manual.

"Provavelmente" nas várias escolas por onde tenho estado, os representantes de grupo escondem vários manuais iguais (eventualmente para os comercializar no mercado negro) e as promoções de manuais serão concretizadas em encontros secretos dos quais nunca tive conhecimento, mas isso será uma realidade alternativa ou fabulação, para a qual admito não ter imaginação suficiente.

Acho que como já não tinham mais onde bater aos professores, agora inventam notícias a colocar a sua integridade e honestidade em causa. Estou realmente farto dos nossos políticos!

6 comentários:

  1. Só falta termos de começar a comprar os livros para lecionar!
    Quanto a esta "não discussão" por acaso também não tenho sido abordada nesse sentido! Será que há alguma editora a oferecer cruzeiros para as Caraíbas ou para Bali e eu p'ra aqui sem saber de nada?????
    Caso algum colega conheça esta nova estratégia de marketing agradeço que lhe dê o meu contato. Obrigada! :D

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  2. Nas escolas onde tenho lecionado, no centro de Lisboa, o assédio dos representantes das editoras é constante. Ainda hoje estiveram 2 representantes (Asa e Raiz) na sala de professores da minha escola. São sempre muito simpáticos e com muita consciência de que o intervalo para nós professores é sempre muito curto, mas a verdade é que me incomoda cada vez mais ser abordada pelas editoras no meu local de trabalho, para me pedirem para confirmar email e outros dados pessoais ou saber se recebi os emails que enviaram com recursos pedagógicos de manuais que não foram adotados sequer no agrupamento. Para não falar dos convites para apresentação de manuais (enviados por email, correio e entregues em mão na escola). No ano passado, recebi um total de 11 projetos/manuais escolares, na escola e em casa. Acho exagerado todo este assédio, para já não falar no encarecimento que todas estas ações de marketing provocam nos próprios manuais e que são as famílias que pagam a fatura (e nós professores com filhos a estudar também). Também já percebi que não é assim em todo o país, pelos comentários que muitos colegas fazem nas redes sociais. Mas a minha experiência nas escolas da área urbana de Lisboa demonstra-me que se atingiu um grau de exagero muito grande e, a avaliar pela legislação aqui apresentada, constituem práticas ilegais.

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    1. Incomoda receber materiais de projetos que não foram adotados!!! Incrível, pois eu agradeço imenso! Os alunos só ficam a ganhar por terem materiais mais diversificados, cada projeto tem determinados materiais que outros não têm, complementando_se.
      Eu não consigo compreender alguns comentários, embora respeite.

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    2. Não estava a pôr em causa os recursos das editoras, que cada vez mais se assumem como parceiras dos professores e procuram disponibilizar respostas aos desafios que enfrentamos diariamente. Certamente haverá professores que valorizam estes recursos. Mas a verdade é que também existem professores que preferem utilizar recursos por eles elaborados e desenvolvidos. O problema, a meu ver, é o acréscimo deste investimento de marketing no preço dos manuais. Enquanto professora, preferia não receber exemplares de manuais para análise nem outros recursos que os encarecem, mas que as famílias dos meus alunos pagassem menos pelo manual da minha disciplina adotado na escola.

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  3. Os políticos ábeis quando trazem um bolso cheio de respostas vão para o governo e impõem certas perguntas. As editoras já mandam os livros para casa à anos. A resposta que pelos vistos só os políticos não querem é: livro único.

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    1. Olá colega, terá de ter mais cuidado com os erros ortográficos!

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