segunda-feira, 4 de maio de 2015

Tretas...

240 EUROS! É quanto vale a inimputabilidade política de um ministro! 

Comentário: A "chamada de atenção" é da FENPROF, e para compreenderem melhor o que realmente representam estas "compensações" por erros na BCE, fica o exemplo:

"Exemplifica-se com um dos casos a quem foi atribuída indemnização: 

- O professor havia sido colocado num horário completo. Apenas conseguiu, depois dos acidentes rocambolescos da primeira BCE, um horário de seis horas, defraudando seriamente as expetativas decorrentes da colocação inicial e das garantias do ministro, em relação a exercício profissional, remuneração e contagem de tempo de serviço; acrescem os imagináveis problemas de ordem pessoal e familiar que acompanharam o processo de colocação/descolocação; 
- Como é compreensível, esse docente, não podia prever a situação em que iria encontrar-se e, por tal razão, não teve especial atenção à recolha de elementos de prova de despesas realizadas para apresentar junto da comissão que o governo decidiria criar; 
- Desde então e até hoje, está a lecionar num horário de apenas seis horas e receberá, a título de “compensação financeira” pela incompetência do MEC, 240 euros que cobrirão, no máximo, os quilómetros realizados anteriormente em viatura própria. Mas para receber este valor, o professor compromete-se a prescindir de um direito fundamental de cidadania que é o de recorrer aos tribunais; - Pressionado pela chantagem (se vais para tribunal não recebes!) e sem meios financeiros para recorrer aos tribunais, o professor acaba por aceitar esta situação. Dentro de si, instalou-se um imenso rancor a governantes que jogam e gozam, assim, com a vida de quem se sujeita à sua incompetente ação".

Se isto resolve o problema? Não! Mas aparentemente para que está no "poleiro" é mais do que suficiente.

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