quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pelos Açores...

Governo estuda integração dos professores contratados 

Comentário: Ao contrário do Governo central que ainda não abordou a questão da diretiva comunitária relativa à vinculação dos professores contratados, nos Açores já se começa a estudar e a abordar o tema. 

Relevante também a análise que aparentemente está a ser feita, e que passo a transcrever: "Temos professores que estão em permanência na região há três e cinco anos, em sequência, mas também há professores que já estiveram na região e que deixaram de estar. São situações muito diferentes que têm de ser vistas quase casuisticamente, caso a caso, pessoa a pessoa. É um levantamento complicado que tem de ser feito com todas as precauções”, disse Luíz Fagundes Duarte, que optou por não se comprometer com prazos para anunciar uma decisão final". 

É importante este estudo... No continente, algo similar deveria ser feito no sentido de verificar por onde andaram os colegas contratados nestes últimos anos. Seria bem interessante analisar a existência de colegas com uma graduação inferior, mas integrados nos quadros, e colegas com uma graduação mais elevada e ainda contratados.

14 comentários:

  1. Olha, Ricardo, sou sem dúvida a favor que todos os profissionais tenham boas condições de trabalho, concordo que os professores contratados sejam integrados nos quadros. No entanto, é importante que muitos pontos sejam analisados, inclusive a precariedade dos professores integrados nos quadros, nomeadamente aqueles que se encontram com horário zero. Não vejo ninguém a falar deles em concreto. não me parece justo que um professor tenha concorrido para longe da sua residência, alterado o seu domicílio, ter investido tempo e dinheiro, ser obrigado a deixar a família, para agora ser ultrapassado por um professor contratado mais graduado, que nunca se afastou de casa. Conheço muitos professores contratados com menos tempo de serviço do que eu que nunca se sujeitaram a mudar de residência ou a andar 200Km diários para ir trabalhar.Se calhar, porque a graduação é maior, são vinculados na minha área de residência, coisa que a mim nunca me foi permitido.
    Não ouço nenhum sindicato a falar sobre nós horários zero e a fazer muitos Km diários, a apanhar horários temporários, sem certezas nenhumas de nada. Considero também uma falta de respeito a forma desumana como as listas de recrutamento são publicadas, sem data, sem nada. A ansiedade e incerteza é de muita falta de respeito para quem tenta fazer o seu melhor enquanto profissional.
    Neste momento ninguém também me sabe dizer se vão continuar a sair listas de colocação para os professores do quadro, nem o que aguarda aos professores de horário zero. Eu concorri ao Plano Casa, fiz entrevista e o ministério nada diz se fui selecionada ou não, nem para quando ou como o saberei.
    As situações têm ou deviam ser bem analisadas, mas não só a das professores contratados, os professores do quadro e em especial os de horário zero também vivem tempos difíceis e incertos.

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  2. Carissimo Ricardo, concordo com a colega Carla, seria interessante analisar também as razões de haverem prossores dos quadros a 300 e 400 kms de casa e colegas contratados a 3 e 4 kms de casa. Também seria interessante saber da legalidade de serem vinculadas pessoas que solicitaram indeminização por caducidade de contrato (indeminizadas voluntáriamente e por iniciativa própria).
    E a vinculação seria para professores que ainda estão no ativo ou para todos? E os que vincularam este ano poderão pedir efeitos retroativos e solicitarem indeminização por estarem a 200kms de casa quando eram os primeiros dos contratos e poderiam ficar na escola doi seu bairro?
    E vai-se analizar a razão de serem vinculadas extraordinariamente professores em grupos em que há excedentários do quadro ou recurssos de outros quadros com habilitação profissional para essas vagas?
    Conheço muito boa gente que neste momento não tem horário completo por opção e que não efetivaram, sabendo de sobra as regras do jogo, também por opção, agora querem tirar dos quadros quem se sacrificou e arriscou ir para fora quando as coisas ainda estavam "boas"?

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  3. Força colegas, malhem nesse comunista

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  4. He! He! Eu ouvi dizer que o MEC vai dar 1000 euros extra no final de cada ano e pagar mais doze dias de férias aos professores do quadro, como fez este ano com os professores contratados. Também ouvi dizer que se o MEC efetivar os docentes contratados, os QE vão-se aos arames porque há escolaspara as quais concorrem sempre, mais perto de casa e nunca abriu vaga ficando para contratos esses sitios horriveis e que os QZP, que ficaram na mesma escola quatro anos consecutivos no concurso anterior, vão solicitar serem equiparados a QE dessas escolas, onde ficaram neste concurso professores em DACL de QE.
    Ouvi ainda dizer que o MEC está a pensar reduzir o número de contratos utilizando a avaliação das escolas, ficando apenas quem tiver muito bom este ano com possibilidade de renovação de contrato, numa cota de 5% por escola. Todos os outros vão a concurso e só entram a 2 de setembro, para cortar continuidades de contrato.

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  5. Essa de integrar os contratados acho muito bem, mas primeiro considerem os QA /QZP, que fizeram centenas de Km, deixaram os filhos para efetivarem longe da área de residência. Após uma década de trabalho e desgaste em Km, espero que tenham respeito por estes profissionais que arriscaram ao contrário de alguns contratados!
    Somos todos professores mas devem ser respeitadas as diferenças!

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  6. Mas quais diferenças? O ordenado ao fim do mês? Pelo mesmo trabalho e responsabilidade um ordenado muito menor?
    Realmente nada aprendemos com as políticas do dividir para reinar instituídas pelo Ministério... Temos, realmente, o que merecemos como classe, NADA.
    Não se esqueçam que a maior parte dos contratados nunca teve oportunidade de entrar em qualquer quadro, simplesmente porque não abriram vagas suficientes, e no meu caso há DEZANOVE ANOS...
    Tenham juízo, deixem-se de invejas e não falem do que, na realidade, não sabem.

    Olga Oliveira

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  7. Olga trabalhas cerca de 19 anos? não efetivastes e ainda continuas à espera? há.... já percebi queres empreguinho de maminha, faz-te à vida e procura um trabalho

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  8. É tão fácil ofender quem trabalha sem ser cara a cara...
    Deve ser dos está sempre à espera de ver como è que faz o contratado para depois dizer que a ideia foi sua. Fartinha de os ver de norte a sul deste país e só porque não são pessoas como você ou ministros incompetentes que me dizem se eu devo ou não continuar numa profissão que adoro, e só porque sim. Deixe de ser infeliz..
    Quando formos todos contratados quero ver se continua com a conversa.
    Não se esqueça que é o contratado que fica mais baratinho... E com todas estas divisões é o que temos mais certo.

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  9. Em alguns grupos de recrutamento havia apenas uma vaga, para efetivar. E muitos contratados desse grupo já tem mais de 23 anos de serviço. Os efetivos não tem noção da realidade. Há muitos contratados que ao longo destes sujeitaram a condições precária e que nem condições tiveram para constituir família. Ao longo de 20 anos, apesar de ser contratada, eu sou tão profissional como os colegas do quadro, fiz o mesmo serviço, fiquei em escolas distanciadas a 300KM, de casa e com horários de 9 e 12 horas. Neste momento estou a 50 Km de casa e tenho um horário de 5 horas semanais. Por acaso querem trocar?

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  10. Boa Isabel! não te preocupes em constituir familia vai-te desenrrascando como puderes, entendes?

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  11. Que nojo de comentários, de "quadradinhos" como os da Carla e os da Mónica. Só mostram ignorância. E já que falam de ESCOLHAS, vocês também não ESCOLHERAM???? Se queriam a vida facilitadíssima dos contratados, não concorressem para longe. Podiam estar agora a ganhar 500 euros (com sorte) ou no desemprego. Mas ainda têm a OPÇÃO de se desvincularem e ficarem ao lado de casa. Portanto, se quiserem, podem escolher serem "sortudos" como os contratados. Agora, estes? infelizmente NÃO PODEM ESCOLHER ENTRAR NO QUADRO. Os contratados vão mesmo (com sorte)continuarem a ser contratados...
    Ricardo, desculpe a minha ironia, mas já não aguento "gentinha" que ganha sempre o mesmo, trabalhando pouco, muito ou não trabalhando, dizer que os contratados levam uma boa vida e que os problemas dos efetivos devem ser prioritários, porque os problemas dos contratados são as consequências das suas opções...e se é para falar de opções, muito haveria que dizer....enfim... o egoísmo cega!

    Sandra

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  12. Boa tarde, a todos! O problema da efetivação nos Açores utilizando este método que se adivinha é que haverá colegas que com preferência regional e graduações muito baixas conseguiram os 3 anos de tempo de serviço. Entretanto, outras pessoas, sem essa mesma preferência regional, não conseguiram perfazer nos Açores esses mesmos 3 anos, em termos de tempo de serviço, mesmo em alguns dos casos já lá estando a trabalhar há mais anos, em termos de contratos. E isto porque, infelizmente, em muitos dos grupos, não se consegue ficar colocado todo o ano letivo nos Açores, mesmo com elevadas graduações, sendo ultrapassado por recém-licenciados com preferência regional. Este tratamento discriminatório deveria acabar, isso sim.

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  13. Colegas (se é que assim me consideram, já que agora nem contratada já sou):

    A César o que é de César.

    Tenho 14 anos de serviço, a contratos anuais praticamente: 2 anos nos Açores, 1 ano a 300km de casa, 2 anos a 70km, vários entre 25 a 50 km. 3 anos apenas na cidade onde resido.

    Trabalhei e assumi responsabilidades tanto quanto faziam os colegas do quadro, bastas vezes, até mais.

    Se não estou no quadro será porque escolho demasiado? Não há vagas há mais de 10 anos, pessoal, atualizem-se!

    Os horários que não abrem atempadamente e que obrigam os quadros a afastarem-se das escolas, (onde são mesmo necessários!), são o resultado de decisões políticas e administrativas desastrosas.

    Poucos ganharão, contratados ou quadros, com esta trapalhada..

    Isto está negro, mas não são os contratados/desempregados que vos estão a ameaçar.

    Façam-se ouvir nas escolas, façam as direções exigir seriedade em vez de só dizer "amém" ao MEC, dêm-se ao trabalho de fazer o que entenderem em relação à situação mas por favor, chorar só, não chega!

    Vamos ser cidadãos inteiros, exigir ser tratados com dignidade.

    Votos de boa saúde e persistência. Bom ano!

    A.P.

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