quinta-feira, 16 de maio de 2013

Expectante quanto à adesão...

Professores marcam greve para o primeiro dia de exames nacionais  
Comentário: E sendo assim teremos greve para 17 de junho...

Mas não só.

De acordo com a notícia (que admito ainda me custar a acreditar nestas iniciativas), "entre os dias 11 e 14 de Junho, os professores farão greve a todo o serviço de avaliação."

Bem... Finalmente alguma garra! A questão agora é: Será que os sindicalistas vão conseguir mobilizar os professores? Será que finalmente os colegas vão compreender que é agora ou nunca? Não nos esqueçamos que ou temos uma adesão em massa e com impacte, ou mais vale estarmos quietinhos à espera do "abate".

Como sempre, a FNE ainda está a estudar se apoia ou não estas greves. Para mim, não irá apoiar... Mas o futuro não nos pertence.

Teremos de regresso a plataforma sindical? Espero que sim. Mas desta vez que tenham calma nos acordos que fazem.

22 comentários:

  1. Aos anónimos iluminados:

    "Ex.mo Sr.
    Encarregado de Educação:

    Tendo em conta a gravidade da situação do país e, muito em particular, da Escola Pública, dirigimo-nos, deste modo, aos Pais e Encarregados de Educação.

    Como é sabido, o Governo tem vindo a encetar uma série sucessiva de cortes nas funções do Estado e, em particular, na Escola Pública, visando, ao que dizem, equilibrar as contas públicas e diminuir a dívida do país.

    No entanto, como também é público, não só a dívida global do país tem aumentado como também o défice, pese embora o crescente empobrecimento de funcionários públicos e pensionistas, não dá sinais de estabilizar. Em grande parte, a subida da dívida e a manutenção do défice nos valores atuais deve-se a que as políticas de austeridade têm conduzido a um brutal aumento do desemprego, e consequentes encargos sociais, e à diminuição do consumo em geral, fazendo diminuir, ao mesmo tempo, os resultados das coletas de impostos, em virtude da diminuição acentuada da atividade económica.

    No entanto, o efeito destas políticas especificamente sobre a Escola Pública é ainda mais terrível. Tendo como objetivo a sua desestruturação, o Governo decidiu encetar na Educação uma série de políticas, das quais destacamos:

    cortes nos apoios socioeconómicos às famílias (SASE, NEE, apoios escolares…);
    aumento do preço dos manuais escolares;
    aumento do custo dos passes de transportes escolares;
    aumento do número de alunos por turma, até ao máximo de trinta;
    aumento do horário de trabalho letivo dos professores, implicando a diminuição de aulas de apoio individualizado aos alunos;
    aumento de número de turmas e de alunos por professor, que pode, em alguns casos, chegar a mais de 250 ou mesmo 300 alunos por professor;
    diminuição do número de horas dos professores para receber as famílias dos alunos;
    quase eliminação de horas no horário de trabalho dos professores para o trabalho individualizado ou não disciplinar com os alunos;
    congelamento das carreiras e progressões profissionais dos professores, há pelo menos seis anos;
    redução acentuada dos salários;
    redução do número de funcionários auxiliares/administrativos.

    ...

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  2. Todas estas políticas, incluindo um novo e considerável aumento do horário de trabalho dos professores, nova redução de salarial, anunciado aumento das propinas dos alunos (espécie de taxas moderadoras da educação), das refeições escolares/bar/reprografia têm um único objetivo: reduzir o investimento na educação até um mínimo desprezível, permitindo o despedimento do máximo de professores e outros funcionários das escolas, abrindo espaço à privatização do ensino público e à sua transformação num negócio, transformando a Escola Pública numa escola exclusiva para pobres.

    Claro que conhecemos uma certa argumentação segundo a qual o despedimento de professores tem diretamente a ver com a redução do número de alunos. Mas isso simplesmente não é verdade. O número de professores aposentados nos últimos anos tem sido verdadeiramente esmagador, compensando a relativa diminuição do número de alunos, para já não falar no enorme número de adultos e jovens adultos portugueses com baixíssimas qualificações que procuram as escolas portuguesas mas a que estas, pelos cortes produzidos, não são capazes de responder.

    A Escola Pública está no centro da Democracia portuguesa. Ela é o seu mais poderoso instrumento de ascensão, mobilidade e igualdade social, tendo produzido as mais qualificadas gerações da história de Portugal, permitindo que os jovens de todas as classes sociais e níveis económicos pudessem aspirar a uma vida melhor. O que estas políticas do Governo pretendem é, pelo contrário, diminuir a capacidade de ação educacional e cívica da Escola Pública, entregando ao mercado e à competição económica a tarefa de qualificar os portugueses. Todos sabemos onde isso nos irá conduzir: à criação de uma sociedade com dois níveis: um para ricos e outro para pobres, sem espaço para a justiça e a igualdade social. A curto prazo é a própria democracia portuguesa que está em causa.

    Todas estas políticas afetarão imediatamente as vidas de milhares de professores, muitos com dezenas de anos de serviço, conduzindo-as à pobreza, mas, logo a seguir, afetarão também profundamente todos os portugueses e a capacidade da Escola Pública para educar e formar as crianças e jovens, eliminando as suas perspetivas de um futuro com um mínimo de esperança e prosperidade.

    Todas as posições que os professores venham a adotar visam defender a Escola Pública. Neste sentido, vimos apelar aos pais dos nossos alunos para que se ponham do nosso lado na defesa de uma educação de qualidade; sem um número mínimo de professores e condições profissionais, o seu trabalho será crescentemente difícil ou, até, uma triste impossibilidade, cujo preço final não deixará de ser pago pelos alunos das escolas portuguesas.

    A defesa da Escola Pública e do
    ...
    trabalho, com qualidade, dos professores, é, afinal, a defesa das crianças e jovens de Portugal (vossos e nossos filhos), para os quais se exige a nossa mobilização e ação conjuntas.

    Contamos consigo.
    Os signatários do manifesto aprovado em plenário de professores em 8.05.2013"

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  3. Agora é que vamos ver, que é que os ou (as) tem no sítio. Ou é agora ou nunca. A união faz a força. Também vou fazer.

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  4. Se não for AGORA, esta classe bem pode limpar as mãos à parede e ter o destino traçado, que é bem-feito, por muito que me custe dizê-lo!

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  5. Bem....há muito tempo que eu defendia a greve às avaliações....por isso, contem comigo. Agora espero que se consiga arranjar forma de mobilizar o máximo de professores. Acho utópico pensar que uma grande maioria optará nestes tempos difíceis por fazer greve todos os dias...por isso, na minha opinião, devia-se fazer uma "escala" por grupos disciplinares. Assim concerteza se iriam realizar muito poucas reuniões de avaliação... Finalmente algo que possa mexer com esta pasmaceira...

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  6. Já não acredito em muito mas isto acendeu um apequena (muito pequena) centelha de esperança.
    Não nos resultados da greve, mas na adesão a ela.
    Criei há meses, um movimento no FB que defende greves apenas acima dos 3 ou 5 dias. Já tem (imaginem!) 21 pessoas.
    facebook.com/IniciativaGreveaSerio?ref=hl
    Recuso-me a fazer greves de u ou dois dias ou a ir a +1 maif fazer barulho inconsequente. Acho-as mesmo contraproducentes e nefastas, como provaram as dos 100 000 e 120 000. A batalha-se só pode ser travada nos nossos locais de trabalho. Mas aí, toda a gente se acobarda. É que aí, é preciso dar a cara à frente de quem nos conhece, não é só berrar e arrastar cartazes anonimamente no meio de uma multidão.
    Foi pena ter-se perdido a oportunidade de fazer greve ás provas do 4º ano.
    Miguel Rodrigues

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  7. Basta a falta de um professor para que a reunião não se possa realizar. Assim, pensem num professor de TIC, na minha escola com 15 turmas, num professor de Música, na minha escola com 15 turmas... chega?

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  8. Algumas escolas, se não a maioria, irão realizar as avaliações dos anos com exame na última semana de aulas em horário "pós-laboral". Como se contorna esta situação?

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  9. QUERO e sei que devo participar. Apenas uma coisa me transtorna: sendo Coordenadora do secretariado de exames não posso ser obrigada a assegurar esse serviço? Houve um ano em que (a meu ver ilegalmente) o fizeram. Educação não consta com serviço mínimo. Agradecia esclarecimento se alguém me soubesse dar alguma luz sobre o assunto e, preferencialmente, a legislação de refª. Obrigada... É agora ou nuncaaaaaaaa

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  10. Não vou fazer greve e lá estarei no dia das reuniões. Os sindicatos, que mataram a luta dos professores com o acordo de princípios, que arranjem uma maneira de contornar a situação. E não, não tenho lugar garantido, também não sei o que o futuro me reserva. os sindicatos que se deixem de tretas e que os alunos não sejam prejudicados.

    Essa dos professores de TIC, ou de Música, ou de EV ou ET está boa. Então a responsabilidade agora fica nas mãos de quem tem mais turmas? Claro que se um desses professores fizer greve, complica a dinâmica da escola toda mas é bom cada um pensar no que quer, ou não, fazer.

    Ainda me pergunto como é que a classe docente acredita que, com este governo ou qualquer outro, alguma coisa vai mudar. Basta olhar para trás. Como é que a Educação Portuguesa pode mudar de um dia para o outro, se é tão grave o que se passa e que se arrasta há tantas dezenas de anos? Como é que há quem ainda vá na conversa, que, por um passe de mágica tudo possa mudar?

    A classe docente?
    Tão heterogénea quanto antes, tão dividida quanto antes, tão coerente quanto antes, tão consequente quanto antes.

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  11. Classe mais estupida nunca vi igual

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  12. Concordo com a greve e com todas as medidas de luta em nome da defesa da escola pública.
    Pela educação, pelos jovens, pelos professores e pelo país vou fazer greve.

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  13. É mesmo a última réstia de esperança. Penso que chegou a hora da verdade. Ou nos unimos e lutamos pelos nossos direitos e por uma escola pública com qualidade, ou assinamos a nossa sentença de morte.

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  14. Concordo com a greve e com todas as medidas de luta em nome da defesa da escola pública.
    Contra a entrega a grupos privados do património que é de todos.

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  15. O que está em causa já não são zecos contratados... pois esses, e as respectivas famílias, já foram para o hiperespaço, com a obrigatoriedade de concorrerem no mínimo a 5 distritos mesmo para uma pequena substituição tapa buracos.
    Olha que isso não está na agenda de luta dos sindicatos...
    Afinal, agora que nos toca a nós do quadro será...


    http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=ZrQzEXIUYQQ

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  16. Mais uma vez os sindicatos só lutam pelos direitos dos professores que têm vinculo com o estado, pois sobre os contratados nem uma palavra... Isto é mesmo triste...

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  17. Contem comigo. JUNTOS VENCEREMOS!

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  18. Concordo (e faço) greve a exames e avaliações!

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  19. Sou professor contratado! Apesar de me entristecer o facto de os sindicatos só se preocuparem com os colegas dos quadros (uma vez que afirmaram que esta greve será desconvocada se houver garantias que nenhum professor seja colocado em mobilidade interna) não vai ser por mim que vão dizer que há divisão na classe docente. Vou fazer greve!!!

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  20. Colegas, é agora ou nunca!!! Está na hora de enfrentarmos este governo que tanto mal tem feito aos protugueses e à escola pública!! Tanto se preocupa em cumprir as suas obrigações com a troika e nada em cumprir as obrigações com os seus trabalhores que sempre cumpriram a sua parte...é altura de dizer basta!! Não têm qq moral para apontar o dedo!! Vou aderir, claro, em defesa do meu emprego, da minha família (sim, os professores tb têm!!), do estado de direito e da escola pública. Já agora, a cortar cortem nos vergonhosos contratos de associação...isso sim, é chular o estado.

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  21. Há alguns anos atrás houve greve aos exames, mas fui convocada para cumprir os serviços mínimos. Naquele tempo pairava o medo de me prejudicar profissionalmente. Ao fim de 20 anos de tempo de serviço fui despedida. Como diz o secretário da educação: apenas foram despedidos os contratados que ao longo destes anos não fizeram falta. Lamento não me encontrar noutra situação para também fazer greve aos Exames. Que este grito de alerta seja bem alto e em varias direções.

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  22. Desta vez não há desculpas para não aderir de forma decidida à greve às avaliações!

    Nunca, como, hoje, tanto esteve em causa!

    Todos somos afetados, e muito, mas memso que o não fossemos temos o dever moral de ser solidários com os que mais precisam, os contratados, sim são professores como nós, dependem do seu salário para vivier e alimentarem os seus filhos!

    Não podemos permitir o despedimento em massa de professores e deixar destruir a escola pública, pois é lá que queremos que os nossos filhos estudem!

    A opinião pública tem de perceber isso, há uma ataque brutal no sentido da degradação total da escola pública!

    LC

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