quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sondagem relativa à Greve Geral de 24 de Novembro de 2011

Os resultados obtidos após dois dias de sondagem, foram os que abaixo coloco:


Começo por escrever que acho um pouco estranho este blogue ter entre 3500 a 4000 visitas únicas diárias (o que poderá ser traduzido num número equivalente de colegas) e nem 1000 terem votado, quando para o fazerem apenas teriam de perder 2 a 3 segundos.

Adiante.

Que considerações se poderiam fazer com os números da sondagem? À partida nenhuma, pois a representatividade não foi suficiente, no entanto, atrevo-me a dizer que reflecte bem o grau de união dentro da classe... E ainda me falam que os sindicatos deveriam convocar uma greve com mais de um dia. Acham mesmo que iria ter adesão? Na nossa classe isso dificilmente será possível, os sindicatos sabem disso, todos sabem disso, como tal, não me venham com essa desculpa.


Quantos aos números nacionais, por aquilo que tenho lido e ouvido nos meios de comunicação, parece-me que a coisa foi mais "fraquinha" do que se estava à espera. 

18 comentários:

  1. Ricardo!
    Gostaria muito de ter contribuído para a tua sondagem mas ainda estou por colocar… Infelizmente! Mas teria, seguramente, feito greve. Faço sempre. Concordo inteiramente com o que expressaste. Falar é fácil… Ultrapassar a inércia, muito difícil…

    Céu

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  2. Estive de greve hoje: não dei aulas, mas estive na escola. Fui a única docente a fazê-lo. Cada um terá as suas razões, mas assim não vamos lá!

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  3. Muitos professores estiveram nas escolas, o que levou às escolas encerrarem foi a falta de funcionários não docentes.

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  4. Dou os Parabens a quem fez greve, porque me merece todo o respeito e consideração por participar numa forma de luta legitima e com isso perder parte do seu salário.

    Quanto à critica da divisão da classe, tenho a dizer que não fiz greve, nem vou fazer, enquanto neste país e estes sindicatos usarem a greve como um dia do sindicalismo.
    Uma greve geral no nosso país, mais parece um feriado nacional dedicado ao sindicalismo. Houve o ano passado por esta altura, volta a haver este ano e possivelmente haverá para o ano e por aí fora.
    Eu só estou disposto a lutar, se for a sério, com a convicção que é para mudar as coisas (fui às manifestações a na altura da avaliação docente, e não porque alguém precisa de mostrar serviço.... Acabando por não mostrar grande coisa, deixando arrefecer os ânimos e voltando tudo ao normal, com a diferença de ter um dia de vencimento a menos.
    Concordo com os motivos da greve, mas tinha que ser muita coisa feita antes e continuar a fazer muitas outras coisas depois......
    Abraço.

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  5. Na minha escola, poucos fizeram greve. Não houve aulas porque faltaram funcionárias.

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  6. Eu fiz greve. Concordo com tudo o que aqui tem sido dito. É bem verdade que tenho a noção que esta greve vai ter efeitos nulos mas, preocupa-me o estado de letargia a que o povo chegou, acho que isto é, em parte, o reflexo da geração rasca a quem tudo foi dado em troca de nenhum esforço. Enquanto houver dinheiro para os copos, telemóveis topos de gama e afins, esta geração (ainda mais) rasca não se vai envolver em contestações e só mesmo qdo o barco bater no fundo (fome) é que esta malta vai acordar e aí já será tarde demais...

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  7. Não vi a sondagem, mas também fiz greve :)

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  8. isto já não vai lá com greves...
    os problemas de hoje não se conseguem resolver com soluções do passado...

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  9. Esta forma de luta só serve para uma coisa, para dar dinheiro ao estado. Fiz muitas greves no passado, fui às manifs, mas não contem mais comigo para este peditório. Ainda por cima numa altura em que todos sabemos que o descontentamento é geral, não é preciso nenhuma greve de 1 dia para demonstrar isso.

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  10. Fiz greve, como sempre! Desta vez ainda com mais convicção. Em primeiro lugar como Portuguesa, depois, e só muito depois, como professora! O que está em causa parece escapar à maioria das pessoas. Preferia não sentir que o medo e a ignorância, quiçá até um individualismo profundamente bacoco, grassam como erva daninha no meu país. O que ouvi, li e vi hoje deixou-me muito triste, mas reafirmou a minha certeza de que serei sempre demasiado jovem para vender a alma ao diabo!
    Obrigada, Ricardo, pela sua inteligência e honestidade intelectual. São pessoas como você que me ajudam a acreditar no futuro!
    Bem haja!

    AP

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  11. As greves da classe docente devem ser feitas mas para causar moça(assim como nas outras classes), por exemplo na altura dos exames; greve por mais de um dia no ensino é fácil um dia greve dos funcionários da limpeza; outro para os das cantinas e outro para os professores 3 dias de greve em que as escolas não funcionam, a fazer-se isto na altura das avaliações causa danos...a ser feita como greve geral é menos um dia de pagamento a todos os grevistas é mais lucro que prejuizo para o estado (no ensino claro). Coordenada estas greves com outros sectores (transportes p.e.) podíamos estar um mês de greve com mais, impacto com a mesma contribuição de todos...

    Espanta-me é os sindicatos não pensarem neste tipo de organização e só se juntarem para as greves gerais curiosamente sempre nas mesmas alturas...concordo com a luta mas esta deve ser mais organizada...infelizmente não posso fazer greves porque estou desempregado!!!

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  12. Infelizmente, pelo que constatei, ponderar a participação na greve não foi assim tão linear como parecia à primeira vista, dado que a austeridade já bateu à porta de muitas famílias, levando a que somente um elemento do casal esteja empregado. Como tal, todos os euros são preciosos. Nestes momentos tenta-se sobreviver acima de tudo!

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  13. Ricardo, há quem não faça greve por achar que é uma medida insuficiente. E se a greve fosse prolongada e pensada em termos de eficácia, não sei bem as regras, mas realizada de modo a perturbar mesmo o funcionamento de serviços por vários dias ...
    Não é desculpa, dizer uma coisa destas.
    É uma classe muito desunida e cada vez pior. Aí, estou completamente de acordo.
    Quanto ao questionário, penso que te disse em comentário que estava pouco visível, pelo menos, assim o senti.
    Abraço,
    M.

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  14. Esta é uma altura para se questionar tudo. Tudo e mais alguma coisa. Eu, desde que vi uma imagem do Secretário Geral da CGTP de charuto na boca, em plena espreguiçadeira do hotel mais caro de Moçambique, após ter viajado em classe executiva, questiono-me que tipo de sindicalistas e sindicatos temos em Portugal... gostava que se recuperasse o espírito do sindicalismo, quando eram "trade unions" e não algo tão diferente daquilo que hoje são...

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  15. Não era da CGTP, era da UGT - o sr. João Proença!

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  16. Causar mossa e não moça.

    Assim não vamos lá...

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  17. a greve já passou...fez quem entendeu ou quem teve oportunidade,
    eu fiz,mas muitos não fizeram...isto é democracia.
    agora,vêm os concursos...vamos fazer um baixo assinado ,primeiro para que o desejado apareça e de seguida outro para conhecermos onde existem as vagas...
    somos todos portugueses ,portadores de canudo...
    boa disposição ...cuidado com os gastos!!!

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  18. Uma esperança?

    http://www.youtube.com/watch?v=jZXeLfFsJ9A

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