segunda-feira, 2 de maio de 2011

Os colegas contratados e a passividade perante uma eventual ilegalidade


Comentário: É admirável a persistência do nosso colega Nuno Domingues na defesa dos interesses dos colegas contratados. Tem a minha admiração... Seria interessante que os colegas contratados (cada vez em maior número, em termos proporcionais) começassem a estar mais atentos e a agir. Continuo sem compreender os motivos de tão grande falta de mobilização por parte dos colegas contratados.

Conto pelos dedos de uma mão, os colegas contratados que conheço e que posso classificar como interventivos. Nos meus tempos mais "precários", não me lembro de ver tanta desmotivação e passividade. Por regra, tinha sempre alguém que me acompanhava (ou que eu acompanhava) em questões de "justiça" e "intervenção".

Criam-se tantos movimentos independentes de professores, porque não um movimento de professores contratados? "Mais um?", dirão vocês... Pois. É por aí que começa o problema.

50 comentários:

  1. Os colegas contratados que eu conheço não sabem nem querem saber!
    Eu já desliguei. Não há pachorra!

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  2. Eu já estou com um pé na fase do "não quero saber" (pelo motivo que apontaste), mas ainda tento resistir... Gostava mesmo que algo surgisse. Por vezes, parece que os "não contratados" se importam mais com os "contratados" que eles próprios com a sua situação.

    É triste, mas parece-me uma conclusão cada vez mais plausível.

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  3. Os colegas contratados são aqueles que na sua maioria não fazem greve, pedem quase todos aulas assitidas, desculpando-se que são apenas contratados, que serão muito prejudicados nas colocações e ficam sempre à espera que os outros colegas tomem a iniciativa de contestar as políticas educativas.

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  4. Não percebo a admiração.
    Colocar a avaliação, seja ela legal ou ilegal, só é verdadeiramente relevante para quem teve Excelente ou Muito Bom. Os colegas que vão beneficiar com a avaliação não vão dizer que esta é ilegal.
    Quem teve Bom coloca a menção só porque se está a pedir. Veremos quando sair o projecto de lista ordenada, se haverá ou não reclamações.

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  5. Apesar de ser contratado, fui avaliado com uma legislação que ainda está em vigor. Por isso acho que não me enquadro nos visados do post. Mesmo assim, não posso concordar com os colegas do quadro que falam do desinteresse dos contratados. Os contratados, por obrigação, estão muito mais bem informados sobre a sua situação profissional do que a generalidade dos colegas do quadro.
    Até vos propunha o seguinte. Amanhã, perguntem aos vossos colegas do quadro se sabem que tipo de vínculo têm com a função pública actualmente. Garanto-vos que a maioria dos contratados sabe.
    Já para não falar dos sindicatos. Estes não têm problemas em afirmar que são necessários 3 contratados para “render” um colega aposentado. Os sindicatos estão muito mais familiarizados com os problemas dos colegas do quadro, ou, se preferirem, dos “contratados por tempo indeterminado”.

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  6. Sou professor contratado há 20 anos participa em todas as manifestações. Gostava que surgisse um desses movimentos, estou interessado em participar e apoiá-lo com todas as minhas forças. Temos que dizer BASTA à exploração.
    Vamos aproveitar estes blogs e criar algo que nos devolva a dignidade.

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  7. Não compreendo este pensamento de crítica em relação aos contratados de que "não fazem nada, não se mexem, não se ralam". Já várias vezes li isso aqui e não entendo porque há professores dos quadros que acham que a sua postura, nesta área, é irrepreensível. Com certeza que não é. Aqui ou além, compactuam, como TODOS NÓS, com o que lhes é imposto, acabam, em determinado aspecto, por ser coniventes com algo que à partida, seria de não se aceitar. De ceder. E têm uma vantagem: têm o emprego garantido para o ano que se segue. Sejamos conscientes antes de criticarmos os outros por não se mexerem, principalmente por não irem contra uma avaliação de que precisam, sendo "legal" ou não. As implicações para os contratados de essa avaliação ir ao ar seria no mínimo dramática. E todos os minimamente esclarecidos sabem a razão disso. E não, não tive M BOM, nem EXCELENTE.

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  8. Mas trabalhei bastante, como a maioria, para levar essa avaliação a bom porto, sem chegar graxa ou me fazer de menino do coro, até porque tive Bom porque não pedi aulas assistidas. Criticar quem pede? Claro que não. Não me cabe a mim criticar opções pessoais, nem generalizar ou associar estereótipos aos outros, que como eu, fazem pela vida. Saudações, Ricardo. Aprecio muito o teu blog e o trabalho que neles desenvolves. Uma discordância, apenas. E é disso que vive um blog com qualidade como o teu.

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  9. Passivo acaba por ser demasiadamente "soft"...eu cá iria mais longe.

    Mas atenção, não só os contratados são passivos, a classe em si "murcha" a olhos vistos.

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  10. Ai ai ai, telefonei para a DGRHE e disseram-me que os professores das ilhas não concorriam com a avaliação. Também discordei, uma vez que no manual de aplicador apenas faz referencias aos EPE e privados....mas a senhora insistiu...
    Alguem sabe alguma coisa?
    Manuel

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  11. Pois eu, como contratada, considero que os colegas que conheço, que estão na mesma situação que eu, estão deveras mal informados. Não que eu considere que tenha muito conhecimento de causa...muito pelo contrário. Acho que me falta alguma "bagagem" para lidar com as situações de forma mais assertiva. No entanto, quem termina os cursos, está longe de imaginar a carga burocrática, os constantes decretos de lei e os despachos e mais despachos que se sucedem, um atrás do outro, a um ritmo bem mais alucinante do que aquele que ocorria há alguns anos atrás. Logo, fica difícil, para quem não está sequer ao corrente da situação, conseguir acompanhar.
    A pasta da educação devia de ser completamente reformulada neste país e, sinceramente, considero que os cursos de ensino deveriam começar a ter uma cadeira de direito, pois a ambiguidade das leis e a falta de explicações coerentes, por parte de quem as melhor deveria entender e ajudar os contratados a fazê-lo, também não nos facilita a vida.
    Quanto à avaliação de desempenho, admito que pedi as aulas assistidas. Não com o intuito de obter maior graduação para concurso, mas para perceber, "sentir" o que estava a contestar, dado que não fui a favor de nenhum dos modelos que têm vindo a ser propostos e tenho assinado e dado a conhecer todos os abaixo-assinados que vão no sentido de terminar com este modelo. Fiquei até muito contente com a suspensão do dito cujo, mas, o final desse processo, que todos conhecemos, também já era previsto. O que noto, é que me sinto muito mais capaz e com muito mais vontade para o contestar agora, não porque alguém me indicou razões para o fazer ou porque as li em algm lado, mas sim porque o experienciei e percebo melhor aquilo com que estou a lidar.

    Susana Martinho

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  12. Susana Marinho,
    Quem pede "Muito Bom" não pode estar contra o modelo de avaliação.

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  13. O Ricardo tem razão neste post.
    O Educar a Educação tem mais do que razão: tem um evidência, um facto, que é ABSOLUTAMENTE IMPORTANTE e tem sido OSTENSIVAMENTE IGNORADO por toda a gente, NOMEADAMENTE pelos contratads. Contratados estes que não sei se já perceberam que até ao momento têm sido os únicos mexilhões da ADD...E os poucos que vai haver com este modelo este ano dos quadros são aqueles que, para azar deles, têm nas Escolas onde estão muita gente obrigada, lá por causa dos 3º e 5º escalões, a pedir as AA e sem quotas que cheguem para todos.
    E faltam os quadros quase na reforma que alucinam com aquele escalão de topo, que nc foi aplicado, e que têm os MB e os EXC garantidos pq sim...
    Mas estes últimos nunca serão mexilhões. Os contratados têm sido sempre e continuam a ser. E são tão fosquinhas ( eufemismo para uma palavra feia) que, alguns e algumas, entram nisto por uma questão de "brio" e de "encostanços", "camaradagens" com os relatores. Pq já há contratados experts nesta merda da ADD e que já vão no 3º ou 4º MB.
    Fiquem com eles, trepem pela lista, inchem -se de ar, de prosápia e de "alegria no trabalho". A mim, sinceramente, enojam-me.
    JK
    (contratada)

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  14. Contratado nos Açores,

    Se a nota obtida dependesse de um pedido meu, não era o "Muito Bom" que eu pedia ;-). E o facto de ter pedido aulas assistidas não me impede de ter uma opinião formada (e agora ainda mais cimentada) sobre o assunto. Senti foi necessidade de experimentar, de sentir, para realmente saber o que era, pois, ao contrário de outros colegas que já tiveram aulas assistidas noutros anos, eu ainda não tinha passado por esse processo (sem contar com o tempo do estágio). As pessoas só sabem lidar com aquilo que conhecem e eu sentia falta de bases que permitissem fundamentar mais firmemente a minha posição.

    Susana Martinho

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  15. e não percebo, para comentar o Rodrigues, o que é que vai ser "dramático" quando isto for definitivamente ao ar- pq é uma questão de tempo.
    E como pode ser "dramático" perder o MB do ano passado, para quem acabou a ADD depois da data apontada de Junho, se aquela foi efectuada com base numa Lei que~já não estava em vigor e que tinha sido substituída por outra que entrou imediatamente em vigor?????

    Pq é que a suspensão da ADD não passou no TC? Pq estava ferido ( o processo) de legalidade.
    Pq é que a ADD do ano passado não vai a TC se está mais do que ferida, MORTA, por ilegalidade???
    E os Sindicas a caminho da reforma? Que andam a fazer além de andarem a concorrer aos MB para chegarem ao putativo ( queriam, com o país como está) escalão topo de gama? Mas é bem feito pq vão chatear-se com a coisa este ano, hão-de atingir a idade da reforma ( ou não pq ela está aqui está nos 67) e ainda não hão-de ter chegado aos tais 3000 euros...
    JK
    (contrat)

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  16. Para Rodrigues,

    realmente também não percebi "As implicações para os contratados de essa avaliação ir ao ar seria no mínimo dramática." Considero que, dramático, é continuar com tal modelo de avaliação, assim como com tantas outras situações que se vão vendo nas escolas, por esse país fora, e que mais não fazem do que baixar o nível de qualidade das aprendizagens, contribuindo para que os futuros "profissionais" de amanhã, sejam tudo menos pessoas realmente qualificadas para as profissões que irão exercer. A factura a pagar por tantos erros cometidos no presente, vai ser execessivamente cara e não haverá "FMI" que nos valha...

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  17. Neste momento estão 18 users online. Aposto que metade, ou mais, são contratados. Comentem, pá! Saiam desse marasmo, dessa vidinha, das tocas, tolhidos e tolhidas com medo de tudo. Saiam da redoma em que auto-colocaram, dos truquezinhos que t~em para tratar da vidinha. Façam-se gente! Nem que digam que estão a babaaaaaar-se pelos MB pq são todos e todas MB ( as ESES meteram-vos isso nas cabeças) mas escrevam, pá!
    JK

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  18. Susana Martinho, Comentário das 3:06

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  19. A partir do momento em que em 2007-08 os do quadro se calaram quando a avaliação só se aplicava aos contratados, vi que não valia a pena chatear-me com uma profissão sem futuro e colegas que olham de alto para baixo. Chegam-me as chatices do dia-a-dia. Querem o relatório da auto-avaliação, no final do ano o terão. Agora aulas assistidas e subserviência da minha parte não a terão. Para o ano se não for colocado irei fazer outra coisa, seja lá o que for onde quer que seja. É assim há quase 20 anos. Mas num local onde existem várias classes, em que cada uma se degladia pelo protagonismo e se julga superior às demais, não vale a pena ficar com os cabelos brancos antes do tempo, porque a vida é curta e há mais vida para além da escola.

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  20. Em suma, perante o que vi, e o que a maior parte dos contratados vê, fica um só sentimento: DESPREZO. Embora alguns oportunistas se aproveitem desta situação para progredirem de forma desonesta. Senão vejamos: um fulano tem um horário de 6 horas semanais e como tal tem todo o tempo do mundo para preparar aulas com todos os floreados e mariquices exigidas pelo avaliador. Ao contrário, alguém com horário lectivo completo, chegando a ter 6 a 7 horas por dia em turmas de 25 a 30 alunos, com direcções de turma e todo o tipo de preocupações, estará com pachorra para fazer brilharetes? Em suma, só os fulanos e as fulanas desonestas e interesseiras sem escrúpulos, seguem este modelo e dele são beneficiados. Em suma, o modelo de avaliação existe, mas se não houvesse oportunistas morreria por si próprio...

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  21. "Em suma, o modelo de avaliação existe, mas se não houvesse oportunistas morreria por si próprio... "

    Pois.
    JK

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  22. Caríssimos colegas,
    Isto não é apenas um problema de ser contratado ou do quadro, é um problema mais abrangente, de solidariedade e de verdadeira união. Solidariedade não existe como ficou provado no inicio do processo de avaliação. Como apenas sobrou para parte da classe (contratados), ninguém ligou.
    A união da classe só se conseguirá com o fim dos sindicatos, tal como existem actualmente, surgindo uma ordem profissional que tenha uma real preocupação com os problemas da profissão.
    Não desvalorizando o seu papel, os sindicatos deveriam preocupar-se em tratar dos deveres e ética da classe. Quase nunca foi assim. Não admira que se tenha chegado a este estado.
    Sobre a avaliação em si, há o problema da legalidade. E o facto é que o modelo está em vigor.
    Toda a gente sabe que quem for, individualmente para tribunal, não tem qualquer hipótese de ganhar um processo. Este é outro grande problema.
    E sim, para um colega do quadro a questão será indiferente pois tem trabalho garantido ao cada 1 de Setembro. Para um contratado não é assim. Como toda a gente sabe... é o preço da precariedade e do excesso de mão de obra!

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  23. O contrato regra geral é:
    -O que recebe menos na classe docente;
    - tem sobras dos horarios e turmas que outros colegas não quiseram;
    - tem avaliação todos os anos e ainda por cima tem efeitos na graduação;
    - Tem de se preocupar com o que lhe vai acontecer para o ano (desemprego);
    - Tem de concorrer todos os anos;
    - Muitos se querem trabalhar tem de se deslocar para longe e contar tostões para tanta despesa.
    - e no fim da macacada...Dão-lhe um pontapé no rabiosque no final do ano, se não precisarem dele e lá vai ele engrossar as filas do desemprego!
    Por favor..não me venham cá dizer que ser contratado é bom. Não ter futuro e não poder construir algo nem ambicionar entar na carreira é algo de deplorável.
    Já sei que depois deste post vão vir as lamechinhas contradizer o que eu penso com falinhas mansas. Mas a minha opinião é a de milhares de contratados por este país!
    Lurdes (10 anos contratada)

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  24. Sabe que um contratado só ganha menos 55-60 euros que um colega no 1º escalão - início de carreira? E nem todos estão tão longe assim de casa! Há situações e situações

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  25. Para Rodrigues,
    trabalhou bastante porque é para isso que é pago ou por causa da avaliação? Embora eu até ache que alguns de nós somos pagos apenas para trabalhar. Como tenho a mesma profissão até o compreendo, mas quem não tem pode ficar com dúvidas.
    Veja lá se não se está a esforçar demais. Olhe que a vida não é só trabalho e a saúde acho que deve vir em primeiro lugar. Penso que é nosso dever trabalhar e dar o nosso melhor, dentro do possível, porque é para isso que somos pagos e não porque alguns iluminados se lembraram desta ADD. Penso que se calhar há melhores resultados responsabilizando as pessoas do que controlando-as. Na minha opinião a avaliação que temos não faz sentido, se não tiver carácter meramente formativo. Mas é apenas a minha opinião.

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  26. Para: Anónimo 8:12
    Concordo consigo. Palavras sensatas. De formativa esta avaliação n tem nada!
    Lurdes

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  27. Nesta pequena conversa se vê todo o tipo de opiniões, quanto ao meu ver, deveria ser tão fácil ver e concluir que este modelo de "gerir" e organizar professores esta errado,
    Este chamada modelo de avaliação e consequente ingresso da graduação na "fraude" a que chamam este concurso é um embuste (tal como o ano passado).

    Enfim...só não ve quem é cego ou favorecido. (e não são poucos)


    Subscrevo inteiramente o post da Lurdes.

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  28. Tal como sugeri no Educar A Educação, convidava-vos a estudar a proposta da iniciativa “Mais Sociedade” para o nosso Sistema Educativo. Não tenho visto este assunto debatido nos blogues da especialidade. Gostaria de ver alguns comentários sobre o assunto que podem consultar em http://professorcontratado.blogspot.com/2011/05/o-que-nos-espera.html
    Talvez o problema não seja só para os contratados.

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  29. Lurdes (10 anos contratada): concordo e subscrevo. Mas que ideia peregrina é esta de atacar os contratados? Não basta o que basta? Realmente eu preferia os 55-60 euros a mais e a garantia de um emprego, o que de certeza nunca experienciou quem assim fala. Deplorável. Quem assim fala não sabe o que é viver ano a ano, com a vida suspensa. E sim, fiz todas as greves, sim fui às manifs. Mas parece-me que nunca ouvi ninguém defender a classe quando o mal era apenas dos contratados, apenas se «mexeram» quando aparentemente lhes foram ao bolso. Deixem-se de tretas quanto aos contratados, acham que alguém tem dinheiro ou pachorra para ir para tribunal? Por amor de Deus! Onde estão os sindicatos? Se os financiamos, não deviam eles defender o nosso interesse? Não. Dá muito trabalho. Por isso já dei para esse peditório. Deixem.se de tretas.
    R. (Contratado há 11 anos)

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  30. contratado há 10 anosmaio 04, 2011 12:40 da tarde

    Acho que há muita gente que não sabe o que é ser contratado nos dias de hoje.Eu sou contratado há 10 anos e há 10 anos que sou colocado a meio de Setembro,há 10 anos fico com as turmas que o outros não querem, há 10 anos que não sei onde estarei no ano seguinte, o que torna complicado fazer uma coisa chamada: planos (pessoais,familiares, académicos, profissionais...!) Por isso, antes de criticarem e apontarem o dedo ao contratado, pensem que há uma história atrás dele. Todos os anos mudo de escola e todos os anos enfrento dificuldades em afirmar-me perante os meus colegas efectivos que têm um sentimento de pertença relativamente à escola onde se encontam há mts anos. A luta dos contratados mts vezes surge no próprio meio...

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  31. Lembram-se da petição on-line que foi discutida na AR em 8 de Abril de 2010?
    Deu lugar à Resolução da Assembleia da República n.º 35/2010, que recomendava ao governo a vinculação extraordinária de Professores contratados em concurso a realizar em Janeiro de 2011. Não foi adiante, segundo afirmação da ministra, por razões financeiras.
    Não é correcto, afirmarem que ninguém se preocupa com a situação dos contratados. Somos poucos, é verdade, mas existimos e continuamos a trabalhar em prol da vinculação dos Professores contratados. Se estiverem interessados em conhecer as actividades realizadas e em colaborar, enviem um email para vinculoprofessorescontratados@gmail.com e receberão informação.
    Aproveito para desejar o melhor sucesso para este concurso.

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  32. Eu sou contratada há sete anos. E eu tb preferia ganhar pouco mais do que ganho agora mas ter a certeza e a garantia de um emprego...

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  33. Eu sou contratada há sete anos. E eu tb preferia ganhar pouco mais do que ganho agora mas ter a certeza e a garantia de um emprego...

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  34. Eu sou efectiva sem escola e no entanto também tenho a minha vida completamente instável, não posso fazer grandes planos pessoais. Estou colocada fora do meu QZP de origem, por opção, pensando que as colocções seriam por 4 anos. No entanto, todos os anos existem rumores de concurso, o que me impede de estar estabilizada. Mesmo ao fim desses 4 anos, terei de ir a concurso, sem saber de antemão quais serão as regras que vão inventar, podendo mesmo ter que regressar ao QZP. Claro que têm razão quanto às garantias de emprego, que no vosso caso são muito reduzidas mas também há professores do quadro que ainda não estão onde querem. Se calhar muitos contratados estão colocados perto de casa e alguns colegas do quadro nem por isso.

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  35. Eu dou os tais 50-60 euros ao colega do quadro que quiser trocar de lugar comigo. Dou-lhe o dinheiro, fico com o emprego e muito contente! Alguém quer???

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  36. Querem saber porque é que os contratados não se queixam? Simples... somos os mais bem preparados, os mais eficientes, os que deveriam liderar e somos liderados diariamente por mentecaptos que entraram para o ensino com licenciaturas em engenharias e afins. Estamos em sintonia com o mundo empresarial, com a produtividade e com o mundo moderno e diariamente somos orientados por pessoas que vivem no tempo da revolução. Trabalhamos numa casa de mediocridade em que a liderança é escolhida pela ordem cronológica das datas de nascimento. Porque é que não nos queixamos? Porque as coisas não vão mudar, e secretamente cada contratado sorri de felicidade cada vez que há um que se reforma e deixa de atrapalhar. Porque é que não nos queixamos? Porque vocês andam a queixar-se há 30 anos e continuam a ser o problema e não a solução.

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  37. Ricardo,

    se numa discussão num blog já se estão a atacar desta maneira, como esperar que se unam por coisa alguma?

    Deixe-se de lado os ataques a estes e a outros...deixe-se o "vizinho" ser como é...mesmo que não se concorde. Esse sim será o primeiro passo para uma possível união...

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  38. Anónimo das 8.12 trabalhei bastante porque é suposto fazê-lo. A avaliação não foi o motivo para isso. A partir do momento em que somos colocados, não há outra coisa a fazer que não seja trabalhar e como saberá, tão bem quanto eu, tarefas não faltam. Trabalhar, penso eu, não é uma moeda de troca para coisa alguma. É um mero dever. Não concorri para as notas de mérito (por mera opção), nem tinha direito à renovação (a vaga era apenas por um ano, já que a professora regressaria de uma licença sem vencimento). Por isso fiz o que tinha a fazer, sem laivos heróicos ou a mania de que fiz mais do que alguém, apenas desempenhei as minhas funções com o profissionalismo que nos é exigido a todos, por gosto e responsabilidade. Espero ter esclarecido a sua "dúvida".

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  39. Rodrigues,
    Eu já estava esclarecida, fiz apenas uma pergunta retórica. Conheço muitos professores e não tenho dúvida que quase todos são profissionais que trabalham bastante, apesar da opinião pública nos ser desfavorável. Se o trabalho para si não é uma moeda de troca, ainda bem para si. Talvez lhe tenha saído o euromilhões ou seja alguém com posses. Considere-se então um felizardo.

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  40. Para: Claúdia Ferreira
    Eu também sou os tais 50 ou 60 euros ao pessoal do quadro para trocar de lugar. Ao menos deixava de me preocupar para ir ás filas do centro de emprego.
    Alguém troca comigo? Aceito propostas de norte a sul do país. Pois não sou contratada esquisita que quer emprego a porta de casa. Apenas quer ter emprego ano após ano!
    Lurdes (10 anos contratada)

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  41. Já viram o post do Pedro das 12.47?
    Pelos vistos há quem se preocupe com os contratados. Se calhar andam distraídos (não vêm, não lêem) e entretêm-se com conversas fúteis como as que têm sido mantidas.

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  42. Anínomo:
    Fala de barriga cheia! Deve ser od quadro! Até agora assinei todas as petições e fui a todas a manifestações e encontros com sindicatos relacionadas com assuntos de contratados. Sabe o que foi o resultado? NENHUM!! Continuamos todos os anos com avaliação e não existe hipotese de entrar nos quadros (mesmo estando assinado no memorando de entendimento). Que quer mais?!?
    Se nem o memorando assinado foi respeitado...
    Lurdes

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  43. Para anónimo das 5:46 pm.
    Sou professor do ramo educacional e o que eu defendo é que acabem com esses cursos do ramo educacional. Se o ensino está como está devemos às tretas dos iluminados das Ciências da Educação. É só burocracia em vez de ser um ensino que prima pela excelência. Tenho trabalhado com colegas que vieram da Engenharia e são pessoas práticas e objectivas e visam a simplificação das coisas não os floreados. Ao nível científico não vejo diferença nenhuma. Relativamente à falta de respeito demonstrada por quem já anda cá há mais tempo só lhe tenho a dizer umas coisitas: tenho pena que os profossauros o tenham ensinado a ler e a escrever que eu queria ver se essas super capacidades hoje estavam presentes a não ser que quando nasceu já vinha com um Magalhães de baixo do braço.
    Profossauros Rex.

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  44. Quase diria que existe aqui neste blog um movimento contra os colegas do quadro. Deixem-se disso e tratem das vossas vidas. Os colegas do quadro estão em situação mais favorável? Sim. Os contatados estão em situação precária? Sim. Querem que estejamos solidários convosco? É claro que estamos, também já o fomos!

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  45. Anónimo das 5:46 pm,
    creio que as suas super capacidades devem-lhe ter parado o cérebro. Que falta de humanidade e respeito pelos colegas mais antigos.

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  46. Eu sou contratada e tenho imenso respeito pelo professores mais antigos sejam eles do quadro ou não. Temos todos muito a aprender com aqueles que têm mais experiência. Acho tb que todos os professores, sejam eles contratados, sejam eles efectivos, sejam eles o que for, vivem momentos dificeis onde reina a falta de autoridade e de respeito e onde não falta a papelada e a burocracia. A classe tem que se unir e em uníssono gritar por melhores condições e por "regras" mais práticas para que toda a comunidade escolar possa beneficiar!

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  47. Epah tanto anónimo...isto parece Associação de Professores Anónimos.

    Conclusão desta conversa: Se houvesse mais acção do que os "discursos duros e retóricos" de alguns intervenientes aqui no blog, haveria MUDANÇA...não a mesma INACÇÃO de sempre. (seja Quadro, Contratado ou Professor em Fim de Carreira).
    Estamos separados…não há dúvida, mas é assim que convêm a muitos.
    Acho que os professores abandonaram os problemas do ensino porque possivelmente o ensino também se virou contra eles e agora é cada um por si…o que é errado. Mas infelizmente é isso que se constata em algumas escolas. Unidos não nós faziam tão mal e pelo menos, tínhamos a capacidade de nós defender, o que actualmente esta longe disso.
    Estamos noutra fase, ACORDEM, não se pode olhar para trás e desejar que volte, mas pode mudar-se o futuro.
    Deixem de atirar argumentos e de olhar para o próprio UMBIGO e comecem vocês a mudança no vossa escola, Informando, Perguntando, Agindo e Questionando.

    Senão corremos o risco de nós transformar em inúteis e ainda por cima aceitar e gostar.

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  48. Sou contratada desde 2003 e há 2 anos que estou com o meu filho a 200km de casa se quero trabalhar pq em Castelo Branco não há vagas para contratados!
    Tenho aderido a todas as greves e posso dizer que pelas várias escolas onde tenho passado ao longo destes anos são os colegas vinculados que mais dificuldades têm em aderir às greves pq "num dia de greve perde-se mt!" Claro que perdem mais que um contratado pq tb ganham mais que eles! Fico triste qd ouço um colega vinculado que não precisa sair da sua área de residência para trabalhar dizer isso a um contratado que faz como eu fiz cerca de 200km diários e agora já nem isso chega! Tenho que estar longe (concelho de Benavente) a pagar renda! O ordenado dos contratados ou é gasto em gasóleo ou rendas!
    Na greve dos 2 dias de 2006/2007, no agrupamento onde estive, apenas a maioria dos contratados fizeram a greve de 2 dias. Os vinculados ou não fizeram ou apenas fizeram 1 dia de greve! Talvez haja diferenças de zonas para zonas mas é isso que tenho constatado por onde tenho passado! Este governo disse que iria aumentar os ordenados dos contratados!!! Alguém viu alguma coisa??? Eu não senti nada mas tb não se ouviu nenhum sindicato a falar em relação a esse assunto! O que defendem os sindicatos???
    Não é uma questão de falar de contratados ou vinculados pq qualquer dia passamos todos a contratados, a questão é constatar que esta classe ainda não se soube unir! Imaginem greve por tempo indeterminado!!! Não seriam preciso mts dias para ver os paizinhos aflitos sem saberem onde deixar os meninos! E aí parava o país e qualquer governo que fosse iria pensar duas vezes antes de nos fazer frente! Temos tanto ou mais poder que os camionistas! 2 ou 3 dias ainda se arranja alguém para ficar com os filhos mas mais do que isso... Greve de zelo! Imaginem os colegas do 2º, 3º ciclo a fazerem greve por horas ou ao dia!!! Já não perdem tanto e põe qualquer pai, governo em estado de nervos!
    Pensem nisso!

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  49. colega Aldi. Revejo-me nas suas palavras, mas são pormenores que passam ao lado de muita gente. Estamos quase a pagar para trabalhar(gasóleo e rendas longe de casa). Estou na mesma situação que si desde 2003 mas ainda sem filhos porque é complicado. Concordo com greve de zelo! É uma optima soluação. Apenas não sei porque durante tanto tempo nunca foi praticada!
    Lurdes

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  50. Muita gente já não se lembra do que é ser contratado.
    Muitos não sabem o que é sê-lo nos dias de hoje.
    Que há muitos dinossauros empatas e com menos profissionalismo, ah pois há!!! Mas tb os há muito bons, tal como há muitos contratados super interventivos mas de pés e mãos atadas.
    Mas muita gente já n se lembra, de facto, do que é entrara todos os anos numa escola diferente (A MEIO DE SETEMBRO) p conhecer os acantos à casa, colegas, auxiliares, alunos, pais, direcção, manuais, procedimentos... SIM SOBRA MUITO TEMPO PARA MAIS...!!!!

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