sexta-feira, 12 de março de 2010

Culpado por ser frágil...

Professor vítima de 'bullying' tinha "fragilidade psicológica".

Comentário: Fiquei chocado e até certo ponto incrédulo com o artigo acima indicado, nomeadamente na parte que a seguir coloco:

"O director regional de Educação de Lisboa espera que o inquérito instaurado numa escola de Fitares esclareça o caso de um professor que se suicidou e que era alegadamente gozado pelos alunos, mas sublinhou que o docente tinha uma "fragilidade psicológica" há muito tempo."

Reparem que os alunos alegadamente gozavam o professor... alegadamente... Mas quanto à fragilidade psicológica do professor, já este senhor director não tem qualquer dúvida. Depois de um grande parte do dia em tristeza, não consigo deixar de expressar aqui a minha revolta quando ouço responsáveis máximos de instituições que nos deveriam defender a serem lestos em apurar a fragilidade do professor, mas não tenham sido igualmente rápidos a determinar a culpa dos alunos ou de outras personagens eventualmente envolvidas. Bem... Nem sei muito bem o que mais hei-de escrever. Hoje foi definitivamente um dia estranho! Já há muito que não me sentia assim...

13 comentários:

  1. Para responder ao comentário do Director Regional de Educação de Lisboa atrevo-me a transcrever o seguinte poema:
    "O velho abutre é sábio e alisa suas penas.
    A podridão lhe agrada e seus discursos
    têm o dom de tornar as almas mais pequenas"
    Sofia de Mello Breyner Andresen

    Professsora Rosário Bem

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  2. Ricardo, se ficaste chocado ao ler as declarações do José Leitão no DN, então aconselho-te a procurares os noticiários da TSF das 14 ou 15h e ouvires as declarações. O tom ainda consegue ser pior do que a declaração em si!!! Mas ouve a declaração toda, pois o DREL man afirma que tem que se ajudar os "coitadinhos" dos alunos pois não podem ficar com sequelas psicológicas. Inacreditável.

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  3. Não tenho palavras.

    Pk isto está a começar a ser um inferno dar aulas em certas localidades e certas escolas. Em algumas os docentes ou fogem a setes pés ou vão de atestado para casa antes de cometer alguma loucura.

    Viva aos pseudo-intelectuais-supra-pedagogos que muito escrevem sobre inclusão e que levam a educação a pico para o fundo.

    Mas que interessa? As escolas tem o poder de resolver estas situações. (Se a Ministra disse é capaz de ser verdade não é?).

    Afinal de tudo, mais uma vez, a culpa é toda dos professores não é?

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  4. Para ser sincera,quando li o título no DN fiquei tão chocada que já nem quis ler o artigo.Definitivamente...somos tratados como uns merdas,culpabilizados até por aqueles que têm o dever de nos defender...que tristeza,que nojo...
    Sandra-v

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  5. Isto é uma tristeza, e mais esta ministra não é melhor do que a outra. Quando a entrevistaram, só falava que temos que preservar os alunos coitadinhos.
    Sobre o prefessor!? Há pois, há muito tempo que estava a ser acompanhado por um psicólogo. Então tem todo o direito der se suicidar... VERGONHA, NOJO, É O QUE SINTO!!

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  6. o ministério da educação está nas mãos de um bando de atrasados mentais,

    isto só irá mudar no dia em que um de nós de passe dos carretos e lhes dê igual tratamento. pode ser que assim percebam do que se trata.

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  7. Só para que conste:hoje na escola onde lecciono uma colega D.T. dirigiu-se ao conselho divertido para entregar uma participação disciplinar e pedir que fosse aplicada uma medida disciplinar a um aluno.Fio então informada que até ao final do período não receberiam mais participações e não seriam aplicadas medidas disciplinares. Parece que nas próximas semanas será permitido o assassinato dos professores.

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  8. Há escolas onde a sala de professores só serve para duas coisas: Como a grande maioria é constituída por mulheres, as casadas mostram as últimas modas e falam dos maridos e dos filhos; as divorciadas (que já são muitas) tentam seduzir os (poucos) colegas homens que por lá andam (e, nalguns casos, até mesmo o Director)para além de também mostrarem as suas fatiotas. É verdadeiramente fantástico como pessoas que se intitulam educadoras dão tanta importância à sua aparência. Ninguém se importa com o que realmente interessa. Não há uma conversa interessante sobre nada.Eu tentei abordar o assunto do nosso colega e ninguém se mostrou interessado.

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  9. Só tenho uma questão!
    Ele era frágil ou ficou após ter iniciado a leccionar as aulas????'
    MC

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  10. E quando outros professores pensam da mesma maneira que o sr. da DREL?
    Cada um por si, é o que é...Ainda há alguns que resistem e ainda bem, sou uma resistente também, mas com muito nojo à mistura.
    Isto vai piorar e muito, pois ninguém quer fazer nada que fragilize os nossos alunos que são sempre vítimas.

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  11. Para Luigi: Acabei por ter acesso aos registos audio do director da DREN, e é como dizes, é bem mais difícil ouvir este senhor que ler o que disse.

    É verdadeiramente inacreditável...

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  12. Para RS: O inferno nas escolas é uma realidade desde 2005. E nós sabemos perfeitamente quando e com quem...

    E a frase com que acabaste o teu comentário foi basicamente a forma como começou este verdadeiro "inferno".

    E nada até agora, nem mesmo com uma nova ministra, veio repôr a estabilidade nas escolas. O que existe é aquela afamáda expressão:

    Paz podre!

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  13. Para Safira: Também ouvi essa parte e tenho uma opinião muito pouco ética sobre ela. Vou guardá-la para mim... É melhor.

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