segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Os números dos "filtros" da carreira.

No Diário de Notícias a 20/12/2009: "Governo quer introduzir barreiras no acesso aos escalões salariais que obrigam a maioria dos docentes a disputar as vagas disponíveis. "A proposta piora a actual situação", avisam os sindicatos.

As limitações de vagas que o Governo quer introduzir no acesso ao 3.º, 5.º e 7.º escalões salariais significam que 70 909 professores - a grande maioria do actual quadro do Ministério da Educação - deixarão de ter garantida a progressão na carreira ao ritmo actual.

É isto que revela um balanço da distribuição dos docentes pelos diferentes escalões - realizado pelo Ministério da Educação a pedido dos sindicatos -, que permite concluir que apenas 44 061 docentes, de um total de 114 970 estão acima dos três "torniquetes". Que irão consistir na "contingentação" de um número de vagas a definir anualmente pelo Ministério das Finanças. O documento, ao qual o DN teve acesso, mostra que só nos três escalões imediatamente inferiores a estas barreiras estão 42 487 professores: 18 865 no 2.º escalão, 14 317 no 4.º e 9305 no 5.º escalão.
(...)
A proposta da tutela prevê que os professores com avaliações de desempenho de "excelente" ou "muito bom" sejam dispensados da sujeição a vagas. De resto, para estes últimos, como já previa o modelo de avaliação a substituir, a progressão será até acelerada.

O problema, do ponto de vista dos professores, é que continuam a existir quotas por escola, num máximo de 25%, para estas duas menções de "excelência". Ou seja, só um em cada quatro professores poderá beneficiar da sua prestação, sendo dispensado de disputar vagas em alguma fase da carreira.

Na reunião de quarta-feira com os sindicatos, o secretário de Estado assegurou que a menção de "bom" na avaliação permitirá atingir o topo da carreira, mas rejeitou abdicar da contingentação de vagas para quem tenha esta nota.

Ainda assim, a Fenprof acredita que poderá sair daí a solução: "Se for possível atingir um número de vagas que permita a progressão de todos os que tenham essa nota, então a carreira passará a ser melhor", admitiu Nogueira, avisando: "Mas para isso são precisas propostas concretas."

Ver Artigo Completo (Diário de Notícias)

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Comentário: Este artigo do DN introduz algumas informações bastante relevantes, nomeadamente o número de colegas que se encontram nos escalões imediatamente abaixo dos "filtros". Cerca de 71 000 professores deixarão de ter garantido o ritmo "normal" de progressão, na eventualidade das negociações falharem redondamente e estes três filtros passarem a constar de uma nova estrutura da carreira. Como tenho vindo a escrever, o Governo prepara-se para fazer "pagar bem caro" aos professores a eliminação da divisão da carreira docente.
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10 comentários:

  1. Vão trabalhar, malandros.
    Só falam no topo da carreira. Mérito e esforço, está quieto!
    Parasitas!

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  2. Se me permite eu acrescentaria à sua análise a seguinte frase: O governo prepara-se para fazer "pagar bem caro" aos professores a derrota da maioria absoluta do poder socretino.

    Estes políticos que nunca fizeram nada na vida a não ser viver com ordenados chorudos de deputados, sem terem sido eleitos directamente pela povo mas apenas nomeados sem mérito pelo chefe do partido, preparam-se para nos negar uma migalha depois de termos sido "robalos" durante 4 anos e meio. Esse dinheiro serviu para comprar a propaganda demagógicca, os magalhães, os interactivos, os subsídos dos directores, adjuntos e assessores.

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  3. # Anónimo das 3:55pm

    Deve a um professor a capacidade de escrever algumas palavras. Lamento que não tenha sido um bom aluno pois a necessária clarividência argumentativa é substituída no seu discurso escrito por um léxico pobre a raiar a boçalidade. Ser bom aluno exige trabalho, rigor e dedicação. E ser cidadão responsável exige uma educação que se trás de casa o que revela não ter atendendo à terminologia que usa.

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  4. Anónimo das 4:14 PM
    Quando escrevo faço-o para que todos os professores me entendam. Foi o teu caso.
    Por isso o nível do léxico tem de baixar, e muito.

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  5. Enfim, dor de cotovelo meu caro?
    Quem desdenha quer comprar!!!

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  6. Antes dor de cotovelo que de corno.
    Deixa lá, desdenharam-te, mas não te importes.

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  7. A melhor forma de dialogar com a falta de educação é educando, mas por vezes, a melhor forma de educar é ignorar.

    E esta é uma daquelas situações em que a 2.ª opção se aplica.

    Os professores são malandros?! Se achar isso faz com que o anónimo seja mais feliz e tenha um melhor Natal, faça esse tipo de considerações regularmente. Pode ser que não só o Natal, mas também o ano 2010 lhe corra de feição.

    No entanto, agradeceria outro tipo de participação. Quiça sugestões para deixarmos de ser malandros e para o fazermos mais feliz. Assim, poderiamos ajudar-nos mutuamente...

    Cumprimentos...

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  8. Ao Exmo. Anónimo das 4:14 PM,
    "que se traz" do verbo trazer e não "que se trás" do verbo traser. Feliz Natal para si também.

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  9. C.Pires
    O gajo fala em léxico, tra la la, tra la la, contudo, é um ignorante.
    Mas fixado no escalão máximo, pois então!

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  10. #Ricardo
    Peço desculpa pelas palavras que se seguem. Será a última vez que respondo a quem acusa os professores de malandros.

    # C Pires (11h53)

    Obrigado pela identificação do erro. E Bom Natal também para si.

    # Anónimo (12h25)
    Lamento desapontá-lo mas não sou professor e venho a este blog para tentar actualizar a minha esposa que é professora. Sendo apenas funcionário de uma empresa de distribuição permanente de medicamentos não sei o que significa escalão máximo. Também não tenho qualquer dificuldade em assumir os meus erros e só lhe respondo para que não julgue os professores pelo meu erro.
    Todos os seus futuros comentários serão por mim ignorados porque lá diz o povo que as vozes de...

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