terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Insatisfação, duração... Humm.

Duração das carreiras trava acordo na educação.

Comentário: Obviamente que não é assim tão simples... Não é apenas a duração da carreira que trava o acordo negocial... Será mais obstáculo a forma como se processa a progressão na carreira que a duração em si. Os 3 "filtros" são realmente um travão a um eventual acordo. Mais, neste artigo é referida a proposta transitória do Ministério (artigo 41.º da proposta definitiva) de criar em 2010 pelos menos 80% de vagas para os docentes "bons" em condições de atingir o 3.º escalão, 50% para o 5.º e 30% para o 7.º escalão. Em 2010 o ME assegura os tamanhos das "malhas" dos "crivos", a partir daí é uma incógnita... Insisitir na prova de ingresso também é outra tremenda "palhaçada", principalmente quando temos um período probatório. Se realmente implementarem de forma eficaz o período probatório será desnecessária a dita prova.

3 comentários:

  1. Como já referi noutro blog, continuo a considerar esta proposta pior do que a actualmente em vigor. Sobretudo porque afigura-se-me muito penalizadora para a generalidade dos docentes. Os vícios que tinham sido apontados anteriormente, continuam presentes, de uma forma ainda mais forte! O único aspecto verdadeiramente positivo, prende-se com a definição conceptual de uma carreira única. No entanto, não estamos perante uma proposta com a definição de uma carreira quadripartida?!
    Na análise efectuada ao documento, ainda que de forma superficial, surgiram-me várias dúvidas, levantaram-se várias questões. Partilho algumas.
    Penso que é completamente absurdo haver três contingentações/patamares (3º, 5º e 7º escalões) de selecção e categorização dos docentes a quem seja atribuída a classificação de Bom. Para os restantes docentes, que obtenham as classificações de Muito Bom ou Excelente, a progressão não dependerá de contingentação, no entanto, estas classificações serão alvo de regulamentação (n.º 5). Aqui começam as dúvidas: que tipo de regulamentação?! Orientada pela criação de dificuldades acrescidas, que dificultarão a atribuição das referidas classificações?!
    Relativamente à contingentação, refere o n.º 7 que os docentes que tenham sido avaliados com Bom e que não tenham obtido vaga na progressão ao 3º, 5º e 7º, têm, no ano seguinte, prioridade no acesso àquelas vagas, imediatamente a seguir aos docentes que tenham progressão garantida em razão das classificações de Muito Bom e Excelente. Há algo de confuso nesta redacção! Se não há contingentação para os avaliados com Muito Bom e Excelente, na minha óptica, deverão ser criadas vagas apenas para os docentes com a avaliação de Bom! Ou será criado um conjunto de vagas a distribuir por todas as classificações atribuídas?! Neste caso, poderão ser criadas vagas que, provavelmente, não corresponderão à totalidade dos Muito Bons e Excelentes atribuídos!? Confuso…
    A Comissão de Coordenação da Avaliação é composta por quatro elementos (director e três elementos do Conselho Pedagógico) e deve assegurar a representação de todos os níveis de ensino existentes! Esta premissa é impossível de implementar atendendo a que um agrupamento, por norma, possui quatro níveis de ensino (pré-escolar e 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico), considerando, ainda, que o director não possui componente lectiva. Há, ainda, os “mega” agrupamentos, que, com o secundário, envolvem cinco níveis. Qual é a distribuição que se aplica neste caso?! Pré-escolar, ensino básico e ensino secundário?!
    Como serão avaliados os docentes dos dois últimos escalões da carreira que possuam especialização funcional para o exercício exclusivo ou predominante de funções de supervisão pedagógica, gestão da formação, desenvolvimento curricular e avaliação de desempenho (n.º 10)? E como poderão aceder à avaliação de Muito Bom ou Excelente, sendo que uma das condições é ter observação de aulas (n.º 18, a)?!
    Outras dúvidas persistem, mas penso que há muito a esclarecer e faço votos que os sindicatos não concordem com esta proposta!

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  2. ainda pensei que a palhaçada tivesse terminado;vejo que não e que o que devia ser analisado como um trabalho sério continua a ser só palhaçada...
    a nova equipe ministerial trabalhou muito pouco como docente,pois mostra desconhecer a verdadeira realidade do funcionamento duma escola.
    lamento que os alunos e professores continuem a ser tratados com tão pouco respeito.

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  3. Para JAS: Uma análise bem feita com questões "na mouche". Existem imensas incógnitas nesta proposta final... Demasiadas subjectividades e atrocidades para ser levada a sério.

    Mais uma vez, parabéns pela excelência dos comentários feitos.

    Abraço.

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