domingo, 25 de outubro de 2009

Ensino Particular e Cooperativo: Modelo de avaliação do desempenho docente (I).

(Post rectificado às 23h03m)

O modelo de avaliação do desempenho docente que o CDS propõe é aparentemente similar ao do Ensino Particular e Cooperativo. Veremos se assim é... Ainda terei de os comparar para conseguir confirmar o que se tem publicitado nos meios de comunicação.

Conhecia a proposta do CDS de 6 de Janeiro de 2009, mas desconhecia o modelo de avaliação do Ensino Particular e Cooperativo. Mas afinal o que é que se faz em termos de avaliação no "particular"? Não sabia, mas também não gosto de permanecer na ignorância. Fui à procura... e encontrei. Apenas copiei o que considerei mais relevante, no entanto, se quiserem saber mais o melhor mesmo é clicarem aqui. Se tiver tempo ainda esta semana, farei uma análise a este modelo que desconhecia mas que (e relembro que só o li hoje pela primeira vez) apresenta algumas semelhanças com o anterior modelo de avaliação.

Objecto:
1- O processo de avaliação tem por objecto o desempenho do trabalhador ao longo de um ano.
2- Por acordo entre a entidade patronal e o trabalhador, o processo de avaliação de desempenho pode referir-se ao desempenho do trabalhador ao longo de um período de dois anos.

Avaliação
1- São objecto de avaliação três domínios de competências do trabalhador: (i) competências para leccionar, (ii) competências profissionais e de conduta, e (iii) competências sociais e de relacionamento.
2- No caso de trabalhadores com funções de coordenação ou chefia, é ainda objecto de avaliação o domínio de competências de gestão.
3- Cada domínio compreende diversas ordens de competências, sendo cada uma destas avaliada mediante a verificação dos indicadores constantes das grelhas de avaliação.
4- A cada ordem de competências é atribuída uma classificação numa escala de 1 a 5.
5- Ao avaliar cada ordem de competências, o avaliador terá de ter em conta a existência de evidências que suportem o valor que lhe é atribuído.
6- A avaliação de cada ordem de competências será suportada por uma fundamentação inserta no local próprio da grelha de avaliação.
7- O nível de desempenho atingido pelo trabalhador é determinado da seguinte forma:
• é calculada a média da classificação obtida em cada ordem de competência;
ao valor obtido é atribuído um nível de desempenho nos termos da seguinte escala: 1 e 2 = nível de desempenho insuficiente; 3 = nível de desempenho suficiente; 4 e 5 = nível de desempenho bom.
(...)

Sujeitos
1- O processo de avaliação inicia-se pela apresentação perante a direcção pedagógica da auto-avaliação elaborada pelo trabalhador.
2- A avaliação final é da responsabilidade da direcção pedagógica, que a realiza com base na auto-avaliação do trabalhador.
(...)

Procedimento de avaliação
1- O procedimento inicia-se mediante a entrega da auto-avaliação realizada nos termos do presente regulamento, pelo trabalhador à direcção pedagógica do estabelecimento, até ao último dia útil do mês de Junho,
(...)
3- Com base na auto-avaliação (...), a direcção pedagógica procede à avaliação do trabalhador devendo, sempre que esta não coincida significativamente com a auto-avaliação do trabalhador, realizar uma entrevista de avaliação com o objectivo de tentar apurar os motivos desta diferença.
(...)

Nota pessoal: Quando li o teu email, Advogado, já tinha este post em construção. Enorme coincidência só justificada por uma forma muito similar de raciocínio. De qualquer forma, agradeço o link e a sugestão. Abraço.

4 comentários:

  1. É semelhante ao anterior sistema de avaliação. Que tal publicar o anterior para ver as diferenças?

    Até parece que nós nunca fomos avaliados!

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  2. No fundo era o que já se fazia. No entanto, a diferença é que na privada e levam mais a sério. Mas eu olho para este modelo e vejo mais simplicidade, porventura, mais objectividade (apesar da natureza subjectiva de qualquer avaliação) e sem a burocracias ou aulas assistidas como estagiários como no modelo de avaliação chileno à portuguesa. Vamos esperar pela discussão pública que haverá depois da mais que esperada suspensão.

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  3. sim,até parece que os professores do público não eram avaliados....
    até agora,a avaliação no publico foi justa ,com as modernices ,começou a funcionar com a cunha ,como funcionava há muito no privado.

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  4. Este "país" é realmente um espanto...Até temos professores de 1ª e professores de 2.ª!!! Todos os dias a minha atividade profissional foi avaliada no privado...Mas como a avaliação no privado é diferente do público não me serve para rigorosamente nada!!!
    Perante a Constituição somos todos iguais e temos as mesmas oportunidades...Mas uns são mais iguais do que outros!!!
    Como posso ter orgulho de ser Portuguesa?
    Agora desempregada e ao concorrer a ofertas de escola compreendo mais uma das desvantagens de trabalhar no privado...Como tal julgo que esta é uma discussão que não faz sentido!!!
    Deviamos estar a discutir esta falta de oportunidade! Parece que vivemos num país com dois sistemas educativos...
    Estou revoltada...Sim, corrigi três anos Provas de Afreição, passei por uma inspeção, trabalhei diretamente com crianças o horário completo e agora sou tratada como professora de 2.ª!!!
    O alvo da discussão deveria ser um sistema único de avaliação para que houvesse igualdade de oportunidades...

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