segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sócrates elogia resistência da ministra da Educação.

No Jornal de Notícias a 26/01/2009: "O primeiro-ministro, José Sócrates, elogiou esta segunda-feira a forma como a ministra da Educação resistiu às dificuldades e incompreensões, considerando lamentável a atitude da oposição que diz que o Governo está apenas a trabalhar para as estatísticas.
(...)
Fazendo rasgados elogios à ministra da Educação, o primeiro-ministro recordou as "dificuldades" e incompreensões que as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues tem enfrentado ao longo dos últimos anos, concluindo que "valeu a pena".

"Que dificuldades, que incompreensões. Foram quatro anos de governação difíceis, mas valeu a pena", salientou, felicitando directamente Maria de Lurdes Rodrigues pelos resultados.

"Foi um gosto trabalhar consigo", acrescentou, lamentando que seja preciso "alguém vir de fora", como os técnicos estrangeiros que elaboraram o relatório da OCDE, para dizer "bravo".
(...)
Ainda a propósito das críticas que a oposição faz às políticas e medidas do Governo, o primeiro-ministro recordou a "controvérsia" que os computadores Magalhães foram alvo.

"Se soubessem as críticas, as controvérsias", disse, dirigindo-se aos técnicos que apresentaram o relatório da OCDE.

Contudo, acrescentou, porque as reformas que foram desenvolvidas estão a produzir resultados, o Governo vai continuar no mesmo caminho, já que "a política educativa é um trabalho sem fim".

"Foi preciso resistir muito", insistiu, lembrando que "não há um caminho fácil, nem há atalhos", mas que para um Governo de esquerda como o seu, a Educação é "uma batalha central". (...)"

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

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Comentário: Discurso digno de um verdadeiro "profeta". As expressões utilizadas aparentam autêntica inspiração divina. E qual "profeta", elogia à sua "ministra ajudante", pelo excelente desempenho prestado ao serviço de uma causa superior. Só faltou mesmo a Sócrates declamar um poema a Maria de Lurdes Rodrigues. Deixo aqui uma sugestão:

Quando me quer enganar
A minha bela perjura,
Pera mais me confirmar
O que quer certificar,
Pelos seus olhos mo jura.
Como meu contentamento
Todo se rege por eles,
Imagina o pensamento
Que se faz agravo a eles
Não crer tão grão juramento.

Porém, como em casos tais
Ando já visto e corrente,
Sem outros certos sinais,
Quanto me ela jura mais,
Tanto mais cuido que mente.
Então, vendo-lhe ofender
Uns tais olhos como aqueles,
Deixo-me antes tudo crer,
Só pela não constranger
A jurar falso por eles.

(Luís Vaz de Camões)
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2 comentários:

  1. muito bem colega isto é que são post´s de qualidade!!!!!! é um prazer visitar este blog.

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  2. Às vezes corre bem... É raro, mas acontece. ;) Ainda bem que este blogue te agrada. Espero que continues a aparecer.

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