segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Mário Nogueira afirma: "Não queremos greves por tempo indeterminado".

No Correio da Manhã a 24/01/2009: "(...)Como avalia a manifestação com dois mil professores?

Dissemos aos colegas dos movimentos que não concordávamos mas eles avançaram à mesma. Mas acho que não altera nada: não reforça mas também não fragiliza.

– Os movimentos exigem acções mais duras, como greve por tempo indeterminado...

Os sindicatos não vão marcar greves por tempo indeterminado. Não vamos passar de greves de 90 por cento para dez por cento de adesão. Os professores vivem dos seus salários.

– Alguns docentes vão iniciar uma luta jurídica. Os sindicatos ponderaram essa hipótese?

Não andamos a dormir. Temos quase cinco dezenas de advogados e centenas de processos em tribunal. Quando acharmos que os problemas se resolvem nos tribunais bem podemos desistir, até porque demora muitos anos. E nós não estamos a lutar contra ilegalidades.

– Como comenta as declarações de Jorge Pedreira sobre a prova de ingresso?

– É grave que o Governo acuse duas instituições privadas de facilitismo, mas continue a certificar os cursos e venha depois actuar sobre os jovens que saem de lá formados.


Ver Artigo Completo (Correio da Manhã)

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Comentário: E por mais anos que passem, não consigo compreender a agenda própria da FENPROF. A manifestação até poderia "reforçar" a posição dos professores, no entanto, e mais uma vez os sindicatos não apoiaram.

Relativamente à questão das "greves por tempo indeterminado", os camionistas também vivem dos seus salários (que são inferiores aos nossos) e não é por isso que colocam essa hipótese de lado. Até compreendo e aceito outro tipo de argumentos, mas este provoca-me algumas dificuldades de assimilação.

No que concerne à luta jurídica: Não estamos a lutar contra ilegalidades? Não me parece que seja esse o entendimento de alguns juristas, em algumas das últimas polémicas relacionadas com a avaliação do desempenho (nomeadamente as relativas à entrega dos Objectivos Individuais). Não deixa de ser estranho que com "tantos" advogados ao serviço da FENPROF, tenham de ser professores (ler este post - blogue A Educação do meu Umbigo) a tomar a iniciativa de contratar um advogado para elaborar um parecer relativo a toda a legislação produzida pela actual equipa do Ministério da Educação desde que foi publicado o estatuto da carreira docente.
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3 comentários:

  1. Será que após de falarmos diariamente com os nossos colegas não teremos já chegado a uma conclusão do impacto que teria uma greve de tempo indeterminado? Passar da percentagem de 90% para uma de 10% ajudaria na nossa luta? Parece-me que a conclusão seria a de que afinal os professores não andariam assim tão descontentes...

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  2. É exactamente por isso, que os sindicatos não ponderam greves por tempo indeterminado...

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  3. A malta não é ingénua...Independentemente das razões pelas quais os sindicatos se regem para delinearem estratégias de luta, muitos de nós vão pensando com o seu próprio cérebro e vêem que a greve de tempo indeterminado iria ter poucos "adeptos" por diversas razões. Eu seria o primeiro a aderir, no entanto tenho consciência que sairiamos prejudicados...Basta conversar com vários colegas! Se TODOS alinhassemos, ai aí não teria duvidas nenhumas que tinhamos o problema resolvido.

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