terça-feira, 20 de maio de 2008

Ministra admite fusão “a médio prazo”.

No sítio da Rádio Renascença a 20/05/2008: "A titular da pasta da Educação admite a possibilidade de fundir o 1º e o 2º ciclos do Ensino Básico, tal como foi preconizado por um estudo pedido pela Comissão Nacional de Educação (CNE).

Maria de Lurdes Rodrigues afirma, em declarações à Renascença, que o Ministério está a estudar o tema e reconhece as queixas dos pais sobre a mudança brusca na transição de ciclos, mas lembra que a melhoria da articulação dos ciclos de ensino está a ser trabalhada.
(...)
“ Todo o trabalho que temos vindo a fazer, principalmente o encerramento de escolas isoladas, construção de novos centros escolas e escola a tempo inteiro em todas as escolas são tudo medidas que facilitarão esta articulação e permitirão ao país ter condições para, a prazo, vir a repensar a articulação entre os ciclos de ensino” – esclareceu Maria de Lurdes Rodrigues.

Veiga Simão, ministro da educação de Marcelo Caetano, considera que Portugal está atrasado cerca de 30 anos. O antigo responsável pela pasta alerta para a necessidade de se pensar numa reforma ampla em que não se esqueça os professores.

O ex-ministro sugere ponderação, mas diz que a fusão dos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico deve começar a ser pensada de imediato, “no sentido de preparar os professores e as escolas para que uma reforma desta natureza seja um sucesso”.

Não podem ser esquecidos os professores actuais e têm que ser garantidos meios para que eles possam ser reconvertidos e não provocar, no seio da escola, conflitos entre professores de diversos níveis. Ora, para fazer isso, é necessário fazer as coisas a tempo e com tempo” – aconselhou."

Ver Artigo Completo (RR)

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Comentário: Esta possibilidade de fusão deixa-me profundamente preocupado. Parece-me mesmo completamente irreal. Se ocorrer, irá provocar sérios problemas entre docentes e (pior ainda) coloca em questão a colocação de imensos professores. De que forma ocorrerá a reconversão dos docentes que deixaram de ser necessários? Na melhor das hipóteses serão "transferidos" para outros serviços da função pública... Nem quero ponderar as piores alternativas!

As implicações de tal procedimento terá implicações tão graves que ultrapassarão completamente os dilemas e a confusão provocados pelo novo sistema de avaliação do desempenho docente. Será importante que os sindicatos (e nós, obviamente) se mantenham extremamente atentos a este eventual problema.

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