quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Alunos do Secundário voltam a manifestar-se.

No Jornal de Notícias de 22/11/2006: "Porto, Oeiras, Queluz e Setúbal são algumas cidades onde, esta quarta-feira, se registam protestos dos alunos do Ensino Secundário contra as aulas de substituição, e não só.

No Porto, as escolas secundárias Aurélia de Sousa, Filipa de Vilhena, Carolina Michaelis e do Cerco foram encerradas a cadeado por alguns alunos para impedir a realização das aulas e permitir a sua participação numa manifestação na baixa da cidade.

"A decisão de encerrar as escolas partiu dos próprios alunos, para permitir a participação de todos neste dia de luta", explicou Luís Ribeiro, da organização da manifestação, à Agência Lusa.

Além do fim dos exames nacionais e das aulas de substituição, os promotores do protesto exigem a redução para 20 do número máximo de alunos por turma, a diminuição dos programas escolares, o fim da privatização de bares e papelarias das escolas e do limite de vagas de acesso ao Ensino Superior, a melhoria de condições materiais e humanas das escolas e a implementação da disciplina educação sexual.

Estas exigências constam de um caderno reivindicativo que os estudantes pretendem entregar na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), depois da manifestação na Avenida dos Aliados.

Aos alunos do Porto devem juntar-se colegas das escolas de Gaia e Gondomar. Os estudantes de Póvoa de Varzim e de Vila do Conde decidiram concentrar-se na Praça da Alameda, na Póvoa de Varzim.

Oeiras


Mais de 500 alunos de escolas secundárias de Oeiras manifestaram-se, esta manhã, contra as aulas de substituição e os exames nacionais.

"Cerca de 400 alunos estiveram concentrados às 8:00 em frente à Escola Camilo Castelo Branco, em Carnaxide, cerca de cem em Linda-a-Velha e 50 em Miraflores. Sobre a secundária Amélia Rey Colaço não temos dados", indicou Luís Baptista, da Comissão de Luta e Defesa dos Estudantes da Camilo Castelo Branco, à Agência Lusa.

Os alunos de todas as escolas pretendem concentrar-se no centro de Linda-a-Velha para mostrar o seu desagrado em relação às aulas de substituição, que consideram "completamente desajustadas", e aos exames nacionais, que dizem ser um "filtro no acesso ao Ensino Superior", bem como à precariedade das instalações e materiais.

Queluz


Cerca de 200 alunos da Escola Secundária Alberto Neto, em Queluz, concentraram-se em frente do estabelecimento de ensino para protestar contra as aulas de substituição, o fim do "numerus clausus" e a insegurança na escola.

O representante dos alunos, Mário Costa, disse à Agência Lusa que o protesto está a mobilizar 75 por cento dos estudantes.

Mário Costa adiantou que os alunos estão contra as aulas de substituição porque os professores não leccionam a matéria da disciplina em causa e estão também contra os exames nacionais porque "têm muito peso na avaliação ? cerca de 35 por cento da avaliação total dos três anos do Ensino Secundário".

Os alunos reivindicam a ainda a implementação de aulas de educação sexual na escola. "Não existe [na escola] um gabinete de apoio para os alunos que queiram esclarecer alguma dúvida" neste âmbito, justificou Mário Costa.

Setúbal


Cerca de 200 alunos da Escola Secundária D. João II desfilaram em direcção ao Governo Civil de Setúbal para se juntarem ao protesto contra as aulas de substituição e a co-incineração de resíduos industriais perigosos na cimenteira da Arrábida.

Segundo Daniel Cândido, presidente da Associação de Estudantes, a acção de protesto mobilizou a grande maioria dos 975 alunos da escola.

"No Ensino Básico ainda compreendemos a necessidade das aulas de substituição porque os alunos juntam-se à volta da escola, fazem muito barulho e prejudicam os restantes, mas no Secundário consideramos que não têm qualquer utilidade", disse à Agência Lusa.

O protesto contra a co-incineração dos resíduos industriais perigosos na cimenteira da Arrábida justifica-se, uma que se trata de um tema de "grande importância para a cidade e para a região de Setúbal", explicou o representante dos alunos."

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

1 comentário:

  1. Decidi postar este comentário apenas para fazer um acerto: o aluno Luís Baptista, a quem se refere como sendo da comissão de luta estudantil da escola Camilo Castelo Branco, não o é de facto. Nem se trata de um elemento da Associação de Estudantes, isto apesar de se ter candidatado com uma lista, mas, (in)felizmente perdeu as eleições e hoje é aluno e nunca um representante de uma associação de estudantes nem de nenhum orgão agregado.
    Sempre pronto a esclarecer.

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