quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mais um concurso de vinculação extraordinário na calha?


Comentário: Aquando dos primeiros rumores da primeira vinculação extraordinária, defendi (terei sido dos primeiros na blogosfera) que em vez de fazerem vinculações por "impulsos", com critérios à la carte, o melhor mesmo seria calcularem com seriedade as reais necessidades das escolas e fazerem um concurso externo ordinário, tendo em consideração as mesmas.

Lembro-me que recebi imensos hate mails de "colegas" que defendiam que era melhor a entrada em quadros de poucos que nenhuns (algo que a FNE sempre defendeu com muitas unhas e poucos dentes). Eu lá respondia que se fosse respeitado o Código de Trabalho e se determinassem as vagas com seriedade, estas situações extraordinárias poderiam ser evitadas, e que a não serem evitadas poderiam gerar mais injustiças (muito por causa das condições de "acesso" às vagas serem aparentemente aleatórios). 

Entretanto, lá se concretizaram uns quantos concursos extraordinários... Muitos estarão satisfeitos, muitos mais estarão descontentes. Criaram-se injustiças que jamais se poderão reparar, mas alguns dirão que a "vida é assim" e que nada se pode fazer. Mas pode. Um dos primeiros passos seria mesmo terminar com estes "extraordinários", que podem corrigir algo, mas apenas poucos (ou se quiserem neste ano, em concreto, para metade).

Se isto não é brincar com os professores, o que será??

2 comentários:

  1. Concordo, até considero que os concursos extraordinários são uma aberração da pior espécie. Basta ver a lista de graduação do grupo 910 e ficamos logo elucidados, há um número enorme de professores com 3, 2, 1, 0 anos de serviço na Educação Especial, mas que como estão habilitados são os primeiros da lista, é uma vergonha.
    Não compreendo como é que um professor de quadro para mudar de grupo concorre numa prioridade inferior à dos do grupo e um contratado pode concorrer, para vincular, sem rei nem roque.
    A graduação par concursos já devia ter mudado, deviam contar apenas os anos de serviço em cada grupo de recrutamento a que o candidato concorre, era mais justo e colocava nos lugares os professores com mais experiência real no grupo a que se candidatam, este tipo de concurso em que um professor que deu aulas no 1º ciclo 30 anos agora concorre para a Educação Especial ou para o 2º ciclo à frente dos que lecionam no grupo à 15 anos não está certo.

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  2. Eu tenho habilitação para o 1º, 2º Ciclos e Educação Especial, nunca dei aulas no 1º ciclo, mas, injustamente, posso concorrer numa posição mais favorável para esse grupo, apesar de não estar dentro dos programas, metas, não ter tido formação continua ao longo dos anos para o 1º ciclo. Era realmente justo a mudança da graduação e passar a contar apenas o tempo de serviço em que o docente ficou colocado por concurso no grupo, acabava logo com os enjeitamentos de horários.
    Não se percebe como é que um professor contratado pode concorre a todos os grupos de recrutamento com o mesmo tempo de serviço se a experiência adquirida não foi em todos os grupos de recrutamento, o mesmo se passa com os quadros, não há aqui favoritismos, o tempo só devia contar para quem lecionou no grupo. Claro que a FENPROF e a FNE discordam, mas aos seus arranjinhos com o MEC já nós estamos habituados.

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