segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"Tomou por obra-prima a prima do mestre d’obras"


Comentário: Santana Castilho em grande forma neste artigo de opinião... No essencial, uma boas verdades que deveriam ser lidas pelo nosso atual Ministro da Educação, mas que em nada alterariam o percurso (algo avulso em medidas) que parece ter sido traçado.

Deixo-vos com um parágrafo que me pareceu delicioso: 

"(...) Ao fazer o que fez, e ao falar de equidade e justiça, quando anunciou a borrada, Tiago Brandão Rodrigues tomou por obra-prima a prima do mestre d’obras: violou preceitos básicos do Código de Trabalho, atirou para o desemprego professores da rede pública, que substituiu por professores da rede privada, safou de indemnizações, por eventuais despedimentos, os patrões dos colégios contra os quais a sua padeira de Aljubarrota espadeirou no ano transacto e marcou com mais lama a aplicação da “norma-travão” da próxima lotaria. (...)"

1 comentário:


  1. As tristes razões deste caos todo são obviamente duas:
    - Ao serem nos 5 dos últimos 6 anos, pretende-se obviamente beneficiar quem lucrou com o esquema das BCE, pois quem não compactuou com esses esquemas ficou 2 anos desempregado, tendo sido ultrapassado por centenas de colegas;
    - Ao dar 2 anos de hipótese aos colegas do privado, na mesma 2ª prioridade que os colegas que sempre aceitaram qualquer coisa no público, vai-se garantir que os colegas do privado acabarão por entrar no quadro, ou por vinculação, ou por concurso extraordinário.
    Enfim, é a corrupção no seu mais óbvio.

    Se mesmo com, pela primeira vez, um governo de centro-esquerda acontece também isto, estamos bem tramados.
    Primeiro, durante 12 anos, lutamos e resistimos aos neoliberais, pela nossa dignidade enquanto nação. Depois, a recompensa que temos é mais do mesmo, tal como com os neoliberais, ou seja, injustiça, esquemas, corrupção, defesa de interesses escusos... Enfim, mais do mesmo. Entretanto, colegas com 20 e mais anos pela escola pública são literalmente esmagados, quer sejam precários, quer sejam dos quadros, por uma continuidade neoliberal do sistema, agora com uma roupagem de um pseudogoverno novamente republicano, humano, humanista e democrático. Nem com estes as pessoas e o país estão primeiro...

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