domingo, 9 de março de 2008

Ministra: 100 mil docentes na rua «não é relevante».

No sítio do PortugalDiário a 08/03/2008: "A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou «não ser relevante» a participação de «100 mil professores na marcha da indignação», em Lisboa, adiantando que o importante é «continuar a trabalhar para encontrar as melhores soluções», refere a Lusa.

«Vou continuar a trabalhar para encontrar as melhores soluções, tal como tenho feito e é o que vou continuar a fazer. Compreendo muito bem as razões da manifestação e tenho consciência que se está a pedir às escolas mais esforço e mais trabalho», referiu em declarações à «SIC».

Para a ministra, a manifestação de hoje à tarde não foi qualquer surpresa face aos «sacrifícios» que têm sido pedidos aos docentes e foi o «culminar de várias manifestações».

Maria de Lurdes Rodrigues garantiu ainda «não ser legítimo dizer que não há negociações por a ministra não estar presente». «Estarei nas reuniões (com os parceiros) se for essa a exigência», acrescentou.

Em declarações à «TSF», a governante referiu que «mil (professores em manifestação) já seriam muitos» e que o essencial é que «os professores não estão satisfeitos».

Ainda assim, Maria de Lurdes afastou o cenário da demissão, referindo que nunca lhe faltaram os apoios que considera necessários. «Não fujo à primeira dificuldade» e «não me assusto», atirou.

A governante, que também prestou declarações aos canais TVI e RTP, reforçou que o país precisa das alterações impostas na área da Educação e os «resultados mostram que se está no bom caminho».

A ministra da Educação esteve hoje à tarde numa sessão de formação promovida pelo Programa Nacional do Ensino de Português, na Curia, Aveiro, em que participaram cerca de 120 professores, segundo disse fonte do ministério. (...)"

Ver Artigo Completo (PortugalDiário)

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Só um inconsciente poderia supor que, mesmo com esta MEGA manifestação, o Primeiro-Ministro iria demitir a sua "pérola"! Perderia a "face" e a "autoridade" (utilizaria aqui uma palavra acabada em "ismo", mas nestes últimos tempos é necessário ter cuidado) que têm vindo a construir... No final, o que são mais de 2/3 de representantes da classe docente, em clara manifestação de descontentamento?! Aparentemente nada...
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2 comentários:

  1. Não se deixe embalar pelos foguetes da comunicação social nem pelo espectáculo de rua… Os portugueses gostam de festas e, sobretudo, quando o autocarro é de graça e podem trazer toda a família para fazerem de profs.
    Eu sou professora há quase 30 anos - o período de vida da nossa democracia. A Escola Pública encontra-se doente, quase em coma e tudo quanto os professores que gritam. pedem, é que fique como está… quer dizer, que morra, conquanto isso não lhes dê trabalho! Mas há os que pensam para além disso, há os que lutam para a melhoria da Escola Pública, o que não é possível sem AVALIAÇÃO. Avaliação das organizações e dos seus funcionários, logo, também, dos docentes. Mas é verdade, os profs querem ser avaliados, não querem «esta» avaliação!! Qual querem? Onde estão os erros? Nenhum dos meus colegas me diz. Eu, que tenho estudado de forma aprofundada estes temas, considero um modelo muito justo e equilibrado. Mas foram exactamente os colegas que marcaram presença na manif.(direito que lhes assiste)que não responderam a nenhuma das minhas perguntas orientadas para uma solução alternativa. E caso para desconfiar que nem a legislação chegaram a ler… vão… porque vão…
    Anna

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