quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Excelente... mesmo...

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Por regra, coloco a notícia ou artigo de opinião, e só posteriormente coloco o meu comentário, no entanto, este próximo artigo de opinião merece este "reparo" inicial. Tive conhecimento do mesmo, conversando com um colega da escola e a curiosidade a partir de esse momento foi grande. Na altura, esse colega fez-me um "resumo" mas o que eu queria era mesmo lê-lo. Vale a pena... Gargalhadas garantidas, consequência de um humor bem inteligente. Provavelmente já conheciam este artigo de opinião, no entanto, vou deixá-lo aqui, para que todos o possa ler...
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No Jornal de Notícias de 26/02/2008: "Ex.ma sra.governadora civil

Por outras, palavras, Manuel, António, Pina

O acima assinado, cidadão português e cronista, vem, muito respeitosamente, expor e requerer a V. Ex.ª o seguinte

1 - Tendo o signatário tido conhecimento de que a PSP identificou três professores que, convocados por sms, se reuniram no sábado na Avenida dos Aliados para, supõe-se, não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação;

2 - Mais tendo sabido que, entre as centenas de presentes, a PSP decidiu identificar (já que tinha que identificar alguém e não levara consigo bolinhas numeradas para proceder a um sorteio) três pessoas que falaram às TV's;

3 - E tendo sabido ainda que tal identificação (e tudo o que se lhe seguirá) se deveu ao facto de as pessoas em causa não terem, em devido tempo, informado V. Ex.ª de que pretendiam ir nessa tarde à Avenida dos Aliados;

4 - Tendo, por fim, conhecimento de que, pelo mesmo motivo, um sindicalista foi recentemente condenado em Oeiras; vem o signatário solicitar autorização de V. Ex.ª para, logo à noite, se reunir com alguns amigos no Café Convívio, sito na Rua Arquitecto Marques da Silva, nº 303, no Porto, a fim de discorrerem todos ociosamente sobre assuntos diversos, entre os quais provavelmente não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação.

Pede deferimento."

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

8 comentários:

  1. Qualquer dia até para ir à casinha temos de meter um requerimento.

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  2. Brilhante, inteligente, oportuno...
    Simplesmente fantástico.

    Espero que esteja tudo bem e que a ausência do blog seja apenas (como se fosse pouco) trabalho a mais.
    Paula Martins

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  3. Sobre o Sócrates

    http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20080229-Sondagem+29+Fevereiro.htm

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  4. Se as eleições fossem hoje, o PS ficaria perto da maioria absoluta, segundo estudo da Eurosondagem

    Apesar do "tabu", a maioria dos portugueses acredita que José Sócrates vai e deve recandidatar-se a primeiro-ministro nas eleições legislativas de 2009. O estudo da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença indica que se as eleições fossem hoje o PS ficaria perto da maioria absoluta.

    O povo português tem uma imensa sabedoria!

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  5. Boas escolas podem ser vistas aqui

    http://www.ige.min-edu.pt/_PT/content_01.asp?BtreeID=03/01&treeID=03/01/03/00&auxID=&newsID=692#cont

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  6. Paulo, Baldaia, Director da TSF

    Fazer reformas que impliquem os funcionários públicos é brincar com o fogo e não há ministro que não saia chamuscado. Acontece até que há ministros, como Correia de Campos, que são queimados na praça pública. Manifestações atrás de manifestações levaram Sócrates a concluir que o ministro não ajudava ao bom desenvolvimento da política de saúde determinada pelo Governo.

    Correia de Campos já faz parte da história e agora as manifestações, convocadas por sms ou trabalhadas com afinco pela Fenprof, são dirigidas contra Maria de Lurdes Rodrigues. Para a semana está marcada uma hiper, mega, gigantesca manif contra a ministra. A verdade é que muitos professores e muitos dos seus familiares não gostam que lhes mexam com a vida.

    São anos e anos em auto-gestão. Com professores a faltar e os alunos a gozar o furo sem nada aprender e nada fazer. As aulas de substituição são já um dado adquirido, mas há bem pouco tempo havia gritos sindicais, atrás de gritos sindicais, contra a blasfémia ministerial.

    Aliás, até uma boa medida como a estabilidade na colocação dos professores mereceu criticas dos sindicatos. Sempre que se pede aos professores que se adaptem ao novo mundo, pode até acontecer que a maioria dos docentes esteja disponivel para a mudança, mas os sindicatos é que não estão, nem estarão, para aí virados.

    Sobre a mais recente polémica com a avaliação dos professores, a maioria dos que são bons está a favor e não quer mais adiamentos provocados pela desculpa de que o sistema não é perfeito. É aqui que os sindicatos devem começar a mudar. Se a avaliação é absolutamente necessária, e é, se os sindicatos não concordam com o método, e não concordam, devem apresentar o método que na sua opinião mais se aproxima da perfeição. Ou seja, fazer parte da solução e não do problema.

    É preciso educar os novos sinicalistas para que não fiquem à espera das decisões governamentais. É preciso que a contestação permanente seja substituída pela permanente mudança a partir de dentro.

    Os professores, como os juízes, os médicos e restante Função Pública têm de perceber que o emprego para a vida, com todas e mais algumas regalias, é chão que deu uvas. É urgente fazer melhor com menos dinheiro, porque não há cofre público que aguente uma vida de porta aberta aos interesses das corporações.

    A FNE quase desapareceu do mapa mediático e a Fenprof controla a seu belo prazer os medos da classe. Quem os ouve acredita que o Estado anda a olhar para os professores como bandidos. Cria-se a ideia de que existe uma perseguição sem sentido aos docentes e eles ficam mais disponíveis para o protesto.

    O protesto é, aliás, livre. E é, muitas vezes, uma arma contra a injustiça. Mas talvez fizesse bem aos sindicatos olhar para a sondagem, divulgada ontem pela SIC, em que os portugueses aparecem a dizer que a educação melhorou.

    Esperemos que esta pré-campanha eleitoral fora de tempo - falta mais de um ano para as legislativas - não faça a oposição e os sindicatos serem do contra por ser contra, nem o Governo recuar à procura de votos. Para bem do país, avaliem os professores. Mesmo com um método imperfeito.

    E deixem que a reforma da educação siga em frente! Como está é que não pode ficar.

    Paulo Baldaia escreve no JN, semanalmente, aos sábados




    FANTASm ORTO

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  7. Concordo com algumas coisas que estão escritas no comentário anterior, mas muito poucas.
    Revela uma avaliação demasiado superficial da questão

    As aulas de substituição não são contestadas, não por serem muito úteis ou porque tenham entrado na rotina, mas porque foram tornadas legais. Mas muitas foram dadas antes de haver legislação que o justificasse.

    O problema desta avaliação não é não ser perfeita. Para além de toda a burocracia envolvida e da enorme sobrejectividade, não avalia o que deve avaliar! Talvez não saiba, mas a avaliação de desempenho dos professores valoriza muito pouco o conhecimento científico.
    Um professor de Inglês/Alemão, desde que seja titular, pode avaliar aulas de português, francês, espanhol, latim... Já um professor de matemática pode ser avaliado, por exemplo, por um professor titular de biologia/geologia ou físico/química.

    Esta é a resposta a uma das FAQ que se encontrana página da dgrhe sobre a avaliação de desempenho:
    "A avaliação efectuada pelo coordenador de departamento pondera o desenvolvimento e a qualidade científico-pedagógica do docente e não a vertente científica em sentido mais estrito, pelo que qualquer professor titular, mesmo que de área diferente, tem competências para proceder à avaliação."

    Muito mais haveria a escrever, mas para isso, quase teria que copiar para aqui a legislação.

    Mas há uma coisa que tenho que dizer.
    Se vou a manifestações, não é por ir atrás de sindicatos, nem FENPROF nem outros. Vou porque leio a legislação e não concordo. Acho que a educação é demasiado importante para não me manifestar perante um ataque tão gritante à qualidade do ensino.
    Também não vou para derrubar um governo e, como tal, não são as sondagens que me vão impedir de mostrar o que tem sido legislado.

    A propósito, já lei a legislação referente à avaliação de desempenho docente? Já não digo o ECD, porque é um bocadinho extenso.

    Critiquem, mas não usem argumentos tão fáceis de destruir e já demasiado gastos, não somos um bando de cordeirinhos atás de sindicatos, sabemos o que estamos a fazer.

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