quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O Ministério da Educação é a instituição pública em Portugal que não cumpre as leis que cria.

Por norma coloco a minha opinião no final das notícias ou artigos que coloco no blog, no entanto, não posso deixar de chamar a atenção para a relevância deste artigo de opinião. De uma frontalidade "brutal", coloca o dedo nas feridas abertas por este governo com uma eficácia na escrita que considero simplesmente fenomenal (para mim que sou um leigo nestes assuntos). Há muito tempo que não lia um artigo tão esclarecedor do ambiente criado pelo Ministério da Educação (e acreditem que já li muitos!). DE LEITURA TOTALMENTE ACONSELHADA...

No "O Primeiro de Janeiro" (artigo de opinião) de 13/10/2007: "A realidade e a verdade no caso do relacionamento intempestivo do Governo com os professores remete única e exclusivamente para a obsessão da redução do défice à custa da classe mais numerosa da função pública (à volta de 150 mil). O que se tem passado com prepotência , intimidação , procurando amedrontar e inspirar receio é algo que ninguém esperaria passados 32 anos do 25 de Abril.

Os seus argumentos de autoridade, recorrendo a alguém ( Finlândia ou Irlanda ) para provar a verdade de uma asserção . Tem-se verificado quando o Governo pretende que uma medida que entende que é boa porque num outro país , considerado evoluído , essa mesma medida já foi adoptada.

O argumento ad populum, isto é, usar o critério da maioria como critério da verdade.
(...)
O argumento ad terrorem, levando a admitir uma opinião fazendo notar as consequências funestas que resultariam da sua não admissão. Veja-se o controle paranóico do défice à custa das pessoas , não olhando a meios para atingir-se esse fim. Evocando um cenário desastroso para o país , caso este não seja adoptado .

O argumento ad baculum , este execrável , baseando-se na ameaça explicita ou implícita ao bem-estar físico ou psicológico dos interculotores , existindo pressão psicológica.

O último para mim o que tem sido habitual contra os professores é o argumento ad hominem que consiste em desvalorizar o argumento do adversário atacando não o argumento mas a pessoa ou pessoas que o sustentam. Dando a entender que os professores são uns malandros , faltam muito , têm muitas férias e são uns privilegiados.
(...)
Sócrates não está habituado a ter opositores à altura . Mário Nogueira antigo secretário-geral do SPRC ( sindicato de professores da Região Centro ), agora secretário-geral da FENPROF é de «gancho », tem-lhe dado «água pela barba» .
(...)
Os professores cada vez mais se assemelham aos Lusitanos comandados por Viriato, na resistência aos Romanos que aproveitavam as montanhas , desfiladeiros e outros acidentes naturais para montar armadilhas e emboscadas . A táctica é com astúcia , coragem e inteligência não se calaram e chamarem sempre à atenção do que se passa.

A vitória resulta do que defendemos que está certo. Essa é a vitória. Já aconteceu com as juntas médicas caso Charrua da DREN, etc.

Não me venham com o anátema do cumprimento da lei, o Ministério da Educação é a instituição pública em Portugal que não cumpre as leis que cria ( exames , concurso de professores, etc. ) , sendo condenado continuamente nos tribunais e nada acontece numa impunidade arrepiante . Esta é que é a Verdade!

Ver Artigo Completo (O Primeiro de Janeiro)

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