quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Aulas de Educação Sexual tornam-se obrigatórias.

No Correio da Manhã de 27/09/2007: "A Educação Sexual será obrigatória nas escolas, defende o relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho de Educação Sexual/Saúde. Haverá um “programa mínimo e obrigatório de Educação Sexual para todos os estudantes e a avaliação dos conhecimentos é obrigatória”, refere o documento.

Pelo contrário, a integração no programa de ensino da área Sexualidade e Infecções Sexualmente Transmissíveis será uma decisão de cada escola, segundo explicou ontem o coordenador do relatório, Daniel Sampaio. Passará, sim, a ser obrigatório cada estabelecimento de ensino integrar no projecto educativo a disciplina Educação para a Saúde. Esta terá ainda avaliação obrigatória, mas os resultados obtidos por cada aluno podem não contar para atribuição de nota, caso seja esta a decisão tomada pela escola.

Na Educação para a Saúde o professor coordenador pode ensinar uma, várias ou todas as quatro áreas fundamentais. São estas, além da Sexualidade, Alimentação e Actividade Física, Substâncias Psicoactivas (drogas, álcool e tabaco) e Violência e Saúde Mental.

O relatório define que compete “ao Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Saúde, garantir com coerência o caminho” a ser dado à Educação para a Saúde. O mesmo responsável considera que já neste ano lectivo há condições para que a Educação para a Saúde seja leccionada. Daniel Sampaio referiu que, segundo dados de 2005, há 12 mil professores formados sobre estas matérias.

ALUNOS DESCONHECEM SEXO

O relatório ‘Educação Sexual – Educação para a Saúde’ não exprime o grau de conhecimento das crianças e jovens sobre a sexualidade. No entanto, de acordo com o panorama traçado por Miguel Oliveira e Silva, um dos autores do trabalho, os conhecimentos são baixos perante “a incidência grave de doenças de transmissão sexual, o total de cancros do colo do útero, a taxa de adolescentes com uma gravidez indesejada e o elevado consumo da pílula do dia seguinte”. Por tudo isto, “é defendida uma avaliação nas escolas de conteúdos mínimos, como os jovens saberem o ciclo ovulatório ou as condições da toma da pílula do dia seguinte”."

Ver Artigo Completo (Correio da Manhã)

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