sexta-feira, 25 de maio de 2007

O autismo fica-nos tão mal...

Peço desculpa aos habituais leitores deste espaço, que costumam visitá-lo por outros motivos, que não crítica social. Não é norma, colocar este tipo de posts neste blog... No entanto, e em virtude dos últimos acontecimentos (bastantes por sinal!) mas também de comentários de alguns colegas, fica aqui um post, que expressa uma pequena reflexão minha. Não é dirigido a ninguém em particular, mas a todos em geral...

Muitas pessoas denominadas "não autistas" (onde me incluo!) ficam confusas quando encontram uma pessoa com "autismo". Isso é natural... Podemos inclusivamente ficar desconfortáveis diante do "diferente".

Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer, quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas "autistas" e "não autistas".

Não façam de conta que essa "diferença" não existe.

Aceitem a "diferença". Ela existe... E temos de levá-la em linha de conta.

As pessoas portadoras dessa "diferença" têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade pelas suas escolhas...

Ser portador dessa "diferença" não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa "não autista". Podemos até considerá-la como uma forma de encarar a vida.

Provavelmente, por causa dessa "diferença", essas pessoas podem ter dificuldades em realizar algumas actividades... Mas vivem felizes no seu "autismo". Aliás, utilizam desculpas para subsistirem.

Não tentem convencer os "autistas" a tomar decisões favoráveis à sua vida futura.

Se se sentirem pouco confortáveis ou pouco seguros para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa portadora de "diferença", sintam-se livres para recusar. Neste caso, o melhor é indicar auxílio noutra pessoa (de preferência também "autista") que possa ajudar...

E no final nunca se esqueçam... As pessoas portadoras de "diferença" são pessoas como vocês. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos... A diferença é que os "autistas" estão sempre à espera que os "não autistas" se mexam, para os viver...

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