terça-feira, 30 de maio de 2017

Dia complicado...

...repleto de imenso trabalho e de intensa gestão de problemas alheios.

Música de "Shawn Mendes" (Tema: There's Nothing Holdin' Me Back)

Um amarelo pálido que ainda persiste...


Comentário: Como decerto saberão se vão acompanhando o que vou escrevendo neste blogue, não morro (nem nunca morri) de amores pela causa dos colégios com contratos de associação... E não, não estou a "bater" nos colegas que são explorados nestas instituições, mas sim nas redundâncias que foram (e ainda são) alimentadas com os dinheiros públicos, fazendo com que escolas públicas se esvaziassem para que ali ao lado (e sim, é mesmo ao lado em algumas localidades) escolas privadas estivessem a abarrotar, patrocinadas com dinheiros públicos.

Também sei que haverá quem defenda este tipo de colégios, mas também sei que por norma são professores que vêem ameaçado o seu posto de trabalho (e não os posso censurar) ou pais que gostavam da qualidade (criada em muitos casos à custa de uma seleção criteriosa dos alunos admitidos) do ensino nestas insituições.

Estou certo que regressando o PSD ao "poleiro" governativo (ou o PS, sem geringonça) tudo isto se irá inverter... Como tal, acredito que muitos destes colégios estejam a tentar atrasar ao máximo os cortes do financiamento público, até às próximas eleições legislativas.

Até no apuramento de vagas para o Concurso de Integração Extraordinário houve "erros" por defeito...

Se bem que todos já percebemos que a "boa vontade" em termos de vinculação de professores contratados deste Ministério da Educação é em tudo (ou pelo menos, em grande parte) similar aos seus antecessores, não será demais perceber que até no apuramento de vagas para o concurso de integração extraordinário conseguiram cometer "erros" por defeito.

A tabela que se encontra abaixo (e que ainda não possui os furtos de vagas para todos os grupos de recrutamento) foi publicitada pela FENPROF (aqui) e entretanto já fez o óbvio (e necessários percurso para os meios de comunicação social (como por exemplo, acolá).

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Preocupante...


Comentário: Continuo a defender que entregar as escolas ao poder partidário local é um erro... As Câmaras Municipais já têm demasiada influência nas escolas, principalmente ao nível do Conselho Geral (e, como tal, em termos de eleição dos diretores que a dirigem) e da contratação do pessoal não docente. 

Reforçar ainda mais esta influência é algo que tem vindo a acontecer ao longo dos anos, atravessa governos e mostra bem a vontade que os partidos têm de influenciar votos através de possibilidades (ou continuidade) de emprego local. Muitos colegas e amigos dizem-me que deveria estar mais preocupado com o congelamento da carreira, os concursos de professores e as alterações nos currículos, mas sinceramente este é o tema que mais me preocupa, pois na eventualidade do poder de contratação de professores passar para as Câmaras Municipais, eu não tenho "cunhas"... E não ter "cunhas" no poder local é mais ou menos o mesmo que não ter "cunhas" para lecionar num colégio privado.

O SNS em todo o seu esplendor...

Há pouco mais de 2 horas ligaram-me da minha Unidade de Saúde Familiar a informar que se não marcasse rapidamente uma consulta para a minha médica de família, ficaria sem a mesma. Como não queria ficar sem médica de família, lá me predispus a marcar a dita cuja...

Em menos de 5 segundos lá veio a proposta de data mais próxima com vaga para consulta de rotina: 2 de OUTUBRO de 2017! 

E não... Não me enganei. Daqui a aproximadamente 5 meses terei uma consulta de rotina com a minha médica de família. 



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Both sides now...

Para as apresentações orais (em Inglês) deste período, os meus alunos de 11.º podiam optar por um tema livre ou então algo relacionado com o último tópico desenvolvido nas aulas: o ambiente. Para esta última opção, dei-lhes algumas sugestões baseadas naquilo que o manual utilizado apresentava. Uma delas tinha a ver com a análise de uma canção (letra e/ou vídeo) que tivesse a ver com o tema. Apresentei alguns exemplos (pedacinhos de música do YouTube). Os dois primeiros que me vieram à cabeça foram o “Mercy, Mercy Me” do Marvin Gaye e o “Big Yellow Taxi” da Joni Mitchell, mas pensei que, por serem canções mais antigas, não iam gostar do “beat” (como eles dizem), e então, sem omitir o nome dos verdadeiros autores, apresentei-lhes, no primeiro caso a cover dos Strokes/Eddie Vedder/Josh Homme (que eu adoro), e, no segundo caso, a versão dos Counting Crows/Vanessa Carlton. 
Na sexta-feira à noite, enquanto estava a jantar com uns amigos, recebo o “bip” do Messenger no meu telemóvel. Uma das minhas alunas acabava de me enviar o link no YouTube do “Big Yellow Taxi” cantado pela Joni Mitchell… “A versão original é muito melhor, professora. Não querendo ofender o outro senhor, esta senhora dá-lhe 10/0. Uma voz única mesmo, adorei!” E eu fiquei com um sorriso de admiração (admiração de espanto, mas também admiração de consideração) o jantar todo. 

Há uns anos, no final do ano letivo, a minha direção de turma estava a organizar um último jantar e queria aproveitar a Semana Académica para juntar o agradável ao super/mega/hiper agradável… Uns alunos falaram, já não sei como – até porque acho que nem estava incluído no cartaz naquele ano –, de Kusturica and The No Smoking Orchestra. 
- Esperem lá, Kusturica? Emir Kusturica? 
- Sim, professora… 
- Vocês conhecem? 
- Ya… 
- Esperem lá… Deve ser um nome “emprestado”. Não pode ser o mesmo Kusturica de que eu estou a falar. O sérvio que faz filmes fabulosos? 
- Sim. Gato Preto, Gato Branco… Arizona Dream… 
- (silêncio) 
- Professora? 
- Desculpem-me, estou um pouco abananada… E vocês gostam? 
- YA!!?? 
- E da música também? 
- YA!!?? 

Isto tudo para dizer que... há miúdos FANTÁSTICOS! Irão com certeza, voltando à Joni Mitchell, aprender a ver a vida "from both sides", mas que nunca se tornem amargos como muitos adultos que eu conheço por aí... Sim, aceito alunos no Facebook. Sim, por vezes, converso com eles no Messenger. Não, nunca me dei mal com isso. Sim, ficaria triste, aqui, com um comentário recriminatório nesse sentido. Mas a verdade é que estas pequenas alegrias fora do palco da aula compensam bem isso tudo. E dá-me um enorme gozo, já que corro o país, poder continuar a vê-los por aqui: promessas de seres humanos interessantes que eu tento/tentei, enquanto professora, ajudar a construir...


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Em português...

Música de "Virgul" (Tema: Só Eu Sei)

Mais um concurso de vinculação extraordinário na calha?


Comentário: Aquando dos primeiros rumores da primeira vinculação extraordinária, defendi (terei sido dos primeiros na blogosfera) que em vez de fazerem vinculações por "impulsos", com critérios à la carte, o melhor mesmo seria calcularem com seriedade as reais necessidades das escolas e fazerem um concurso externo ordinário, tendo em consideração as mesmas.

Lembro-me que recebi imensos hate mails de "colegas" que defendiam que era melhor a entrada em quadros de poucos que nenhuns (algo que a FNE sempre defendeu com muitas unhas e poucos dentes). Eu lá respondia que se fosse respeitado o Código de Trabalho e se determinassem as vagas com seriedade, estas situações extraordinárias poderiam ser evitadas, e que a não serem evitadas poderiam gerar mais injustiças (muito por causa das condições de "acesso" às vagas serem aparentemente aleatórios). 

Entretanto, lá se concretizaram uns quantos concursos extraordinários... Muitos estarão satisfeitos, muitos mais estarão descontentes. Criaram-se injustiças que jamais se poderão reparar, mas alguns dirão que a "vida é assim" e que nada se pode fazer. Mas pode. Um dos primeiros passos seria mesmo terminar com estes "extraordinários", que podem corrigir algo, mas apenas poucos (ou se quiserem neste ano, em concreto, para metade).

Se isto não é brincar com os professores, o que será??

Registo com agrado a defesa dos professores por parte do atual Primeiro Ministro...

O problema é que estamos perante pura retórica, sem consequências políticas e legislativas que produzam resultados positivos no sentido de realmente melhorar as condições de trabalho e de estabilidade profissional (e pessoal, obviamente).

Fica o registo...

Eis a proposta de calendário escolar 2017/2018


Comentário: Para já ainda não estamos a falar de datas definitivas, uma vez que ainda faltarão os pareceres do Conselho de Escolas e da Associação Nacional de Municípios. No entanto, não acredito que surjam grandes novidades ao que o jornal i divulga.

Sendo assim, deixo-vos com alguns excertos da notícias que poderão ser relevantes, uma vez que ainda não se conhece a proposta em versão proposta normativa:

Nota: negritos e sublinhados de minha autoria.

- "As aulas do próximo ano letivo vão começar entre 8 e 13 de setembro."

- "(...) o pré-escolar vai ser ajustado ao ano letivo do 1º ciclo. As atividades letivas destes dois anos escolares terminam no mesmo dia, a 22 de junho de 2018."

- "O 1.º período do ano letivo termina a 15 de dezembro e o 2.º período arranca a 3 de janeiro e termina a 23 de março de 2018, com o domingo de Páscoa marcado para dia 1 de abril."

FENPROF termina negociação do diploma de permutas em desacordo com o ME

A justificação para tal reação sindical é a que podem ler abaixo (e que foi retirada daqui):

"O ME enviou à FENPROF, ontem, dia 23 de maio de 2017, a versão final da sua proposta de regime da permuta, não tendo introduzido qualquer alteração, por mínima que fosse, no projeto que esteve em apreciação na segunda reunião negocial realizada, a este propósito, no passado dia 19 de maio. 

Confirma-se que o ME, contrariando o que foi afirmado naquela reunião pela presidente da sua equipa de negociação, Dr.ª Elda Morais, não tinha afinal qualquer abertura para acolher as propostas apresentadas pela FENPROF. 

Termina assim este processo negocial tal como tinha começado: com o total desacordo da FENPROF ao projeto do ME, face à restrição do direito de permutar que ele encerra, pois deixarão de poder aceder à possibilidade de permuta docentes que, até aqui, puderam dela beneficiar. É o caso dos docentes candidatos ao concurso interno, dos colocados no concurso externo e, ainda, dos colocados no concurso de contratação inicial em horários anuais e completos. 

Acrescenta-se, pois, mais um episódio à incapacidade ou indisponibilidade para resolver problemas que a atual equipa do Ministério da Educação tem repetidamente revelado. É tempo de inverter este caminho. 

Lisboa, 24 de maio de 2017 

O Secretariado Nacional"

De acordo com a boa tradição ministerial, teremos então a última versão a ser convertida em normativo legal, sem grandes conversas com os sindicatos.

Para quem considera que somos uns privilegiados...

...e também para aqueles que acham que está tudo bem e que não temos grandes motivos para contestação.

Concursos de professores 2017/2018: Reclamação da candidatura eletrónica

Começou hoje a fase da reclamação da candidatura eletrónica, onde poderão (as hipóteses encontram-se mais desenvolvidas aqui) desistir da candidatura efetuada; reclamar, corrigir dados, desistir parcialmente de opções de candidatura e de graduações; assim como reclamar da validação efetuada pela entidade de validação. O que não poderão fazer nesta fase, nem através da plataforma SIGRHE é reclamar de eventuais "problemas" (como por exemplos, "paraquedistas" e pessoal que "ultrapassa pela direita") que tenham detetado nas listas... Até porque alguns aparecem sem se saber muito bem de onde, mas ao abrigo da legislação em vigor.

Enfim.

Anda muita gente distraída. Só acordaram quando viram as listas, e do nada, desceram uns valentes lugares na graduação nacional. 

Para acederem ao manual da reclamação, cliquem na imagem abaixo.


terça-feira, 23 de maio de 2017

Concursos de professores 2017/2018: Listas provisórias (concursos interno, externo e integração extraordinário)

Eis as listas provisórias relativos aos concursos interno, externo e de integração extraordinário. Cliquem na imagem abaixo para aceder às mesmas.


Para acederem à nota informativa que as acompanha, cliquem aqui. Deixo também algumas informações que me parecem relevantes para esta fase:

1. A reclamação decorrerá no prazo de cinco dias úteis, entre as 10:00 horas do dia 24 de maio e as 18:00 horas do dia 30 de maio de 2017 (horas de Portugal continental);

2. A aplicação da reclamação eletrónica dispõe de três opções, podendo os candidatos selecionar uma ou mais, de entre as seguintes: 
a) Desistência da candidatura efetuada para o Concurso Interno ou para o Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, ou Concurso de Integração Extraordinário ou destes dois últimos [Opção A]; 
b) Reclamar, Corrigir dados, Desistência parcial de opções de candidatura, desistência de Graduações do Concurso Interno ou do Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, ou do Concurso de Integração Extraordinário ou destes dois últimos em simultâneo [Opção B]; 
c) Reclamar da validação efetuada pela entidade de validação do Concurso Interno ou do Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, ou do Concurso de Integração Extraordinário ou destes dois últimos em simultâneo [Opção C]. 

3. As alterações aos dados introduzidos na candidatura ou no aperfeiçoamento são exclusivamente feitas pelo candidato no respetivo campo, após seleção da opção correta: Reclamar/corrigir dados da candidatura/desistência parcial da candidatura [Opção B]. Não serão considerados quaisquer pedidos de alteração de dados formalizados em texto livre nas outras opções da reclamação eletrónica, nomeadamente na [Opção C]. 

4. Não se esqueçam que devem apresentar reclamação de qualquer campo que tenha sido, por lapso, indevidamente validado ou invalidado pela entidade de validação (Agrupamento de Escolas/Escola não Agrupada). As candidaturas com campos incorretamente validados, que impliquem a invalidação das mesmas, e que não tenham sido objeto de reclamação, serão excluídas da lista definitiva.  

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Gosto...

Música de "Rag'n'Bone Man" (Tema: Skin)

Difícil de digerir...

...mas também não nos podemos esquecer que quem se contenta também não sabe exatamente os "ingredientes" que têm sido utilizados pelo atual governo para "obter" estes resultados.


Projeto de Portaria de permutas de Professores - versão 2

Eis a segunda versão (a primeira podem encontrá-la aqui) do projeto que irá definir as permutas de professores. Para acederem à mesma, cliquem na imagem abaixo (link ASPL).


Ainda não tive tempo para a ler com a atenção que merece, mas só numa leitura transversal, já admite aquilo que a primeira não admitia, isto é:

"1 — Aos docentes de carreira opositores ao concurso da mobilidade interna pode ser autorizada a permuta, desde que os permutantes se encontrem em exercício efetivo de funções no mesmo grupo de recrutamento e tenham o mesmo número de horas de componente letiva."

Lembro que na primeira versão apenas podiam permutar os "docentes de carreira colocados no concurso da mobilidade interna". Agora basta serem opositores, para que possam tentar a permuta. Uma alteração profundamente positiva.

E não, como já tinha referido (acolá), os professores contratados não terão direito a permutas! 

A sério que se compromete?!


Comentário: Quando vi esta notícia vi-me na obrigação de confirmar a data de publicação, pois achei que poderia estar perante algo desatualizado. Sim, porque o Governo farta-se de anunciar reforços de funcionários nas escolas, mas o certo é que eles não aparecem. Até podemos ter mais funcionários nas escolas no próximo ano letivo, mas eu não acredito que sejam em número relevante para que o funcionamento das mesmas volte a ser estável... 

Também é bom lembrar que por motivos de sobrecarga de trabalho (com consequências óbvias na saúde física, e acima de tudo, mental), muitos dos atuais assistentes operacionais tiveram de recorrer a baixas médicas, e isso não se resolve com "rácios".


Um interesse cíclico...


Comentário: Ocasionalmente (ou não) os partidos lá se lembram da nossa classe e avançam com propostas ou recomendações que, regra geral, dão em mais do mesmo, isto é: absolutamente nada! 

Se no início da "geringonça" ainda acreditei que algo de bom pudesse acontecer no que à nossa classe profissional diz respeito, neste momento as minhas expectativas são nulas. A "euforia" inicial foi-se esvaziando... Atualmente só mesmo alguém extremamente otimista, mas simultaneamente autista (obviamente que não coloco aqui os "cegos" partidários), ainda poderá acreditar que este Ministério da Educação pode ser muito diferente dos seus antecessores. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Não são só os diretores das escolas a querer...


Comentário: Dificilmente encontraremos um professor (pelo menos um que ainda tenha o mínimo de equilíbrio mental) que esteja satisfeito com as datas das diversas etapas dos concursos, nomeadamente com a já tradicional entrada em agosto da manifestação de preferências e os resultados das colocações em pleno setembro... 

Esta calendarização está tão enraizada em nós, que muitos não se questionam o porquê de tal acontecer e outros tentam convencer-se que se acontece é porque existe uma justificação válida.


Bem sei que existem situações que não permitem um tremenda antecipação das listas de colocação dos diversos concursos, mas continuo a pensar que com a capacidade atual dos processadores dos computadores (partindo do princípio que não utilizam um ZX Spectrum 128K - por acaso ainda tenho aqui o meu) e com um bom "algoritmo", a "coisa" poderia ser feita em menos tempo. Relativamente a este tema, estou plenamente de acordo com o Alexandre e coloco também aqui o desafio:


"Espelho meu, espelho meu, haverá algum ministro capaz de despachar os concursos de professores até 31 de julho?"


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Eu também não sei e não percebo... E fico assustada...

Dia de teste: 
- Professora, quero entregar! 
- Ainda não acabei de distribuir os testes e tu já queres entregar o teu?! 
- Então, não sei nada! 
- Não sabes nada? Não tiveste aulas comigo? 
- Se a professora tivesse aulas de Chinês e lhe dessem agora um teste, saberia alguma coisa? 
- Se o teste tivesse a ver com as aulas, sim, com certeza! 
- Sim, sim... Deve ser... Não sei, professora! Posso entregar? 
- Não! Lê! E tenta responder às perguntas. 
- E se eu não souber? 
- Olha, escreve "Não sei" em Inglês! 
- Como é que se diz "Não sei" em Inglês? 
- "I don't know" 
- Diga lá professora! 
- "I don't know" 
- Sabe, mas não quer dizer! Diga lá!! 
- "Eu não sei" diz-se "I don't know"!!! 
- (Silêncio) Ah... Pois... 
Ao recolher os testes, no final, observo atentamente a folha do aluno e leio várias vezes: DOT NOW, DOT NOW, DOT NOW, DOT NOW, DOT NOW... De facto, não sabia... E não quer saber...

A mensagem de correio eletrónico que também eu gostava de ter recebido...

... do meu querido patrão - o Ministério da Educação - relativo ao tremendo problema gerado pelo ransomware "WannaCry". Espero sinceramente que nenhum professor seja apanhado nesta situação, pois é frequente a nossa classe profissional (e contra mim escrevo) não gerar backups de forma regular dos testes e outros recursos. 

Já conheci alguém que não fazia cópias do fruto do seu trabalho há pelo menos 3 anos... Se um colega assim se vê com este problema no seu computador, acredito que facilmente entre numa onda de absoluto desespero. Façam cópias dos testes, fichas, powerpoints e outras coisas que tais, pois este tipo de problemas virtuais vieram para ficar (e estou em crer, que serão ampliados).

Aquilo que se segue foi furtado do blogue do Assistente Técnico (volto a referir que é um blogue que todos os professores deveriam acompanhar diariamente), e contém informações relevantes que devem ser lidas e seguidas.



Mobilidade por doença 2017/2018

E depois de um fim de semana repleto de emoções, eis que começamos a semana com uma novidade. Ao contrário do ano passado em que tivemos uma Mobilidade por Doença (MpD) a entrar em agosto, este ano o Ministério da Educação opta por antecipar o início dos procedimentos para os pedidos de MpD.
Por aquilo que li, o aviso de abertura é rigorosamente igual ao do ano anterior, fazendo exatamente as mesmas referências normativas, como tal, nada mudou (ou quase nada, uma vez que aparece um novo campo "Não" - na aplicação da submissão de relatório médico - para os colegas QZP que pretendam MpD para uma escola / agrupamento onde tenha sido colocado no presente ano letivo).

O calendário é o que se segue:


Para saberem mais informações, basta clicarem na imagem abaixo.



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Parece que este fim de semana poderá ser ainda mais alargado...


Comentário: E aparentemente estaremos na iminência de uma greve (no caso, dos trabalhadores das cantinas e refeitórios escolares, de hospitais e outros serviços do Estado concessionados) que a concretizar-se certamente terá como desfecho o encerramento de várias escolas na próxima segunda-feira (15 de maio).

Se este período letivo já era particularmente curto, então agora nem sei como o classificar.

E para os colegas contratados... nada de permutas!


Comentário: Aparentemente a FNE conseguiu "abertura" ministerial para que "os professores dos quadros que tenham concorrido à mobilidade e não tenham conseguido a colocação pretendida possam recorrer ao regime de permutas". Se tal for conseguido, os meus parabéns, pois é de primordial justiça que o possam fazer.

No entanto, para os colegas contratados nem sequer se coloca a hipótese de permutas de acordo com o Ministério da Educação. A justificação essa era a previsível e não tinha grandes dúvidas que o argumento seria o estatutário (aqui). O problema é que os normativos legais podem ser alterados e neste caso, é uma alteração que julgo ninguém se iria opor. Mais uma vez, acredito que a FNE (defensora cega da tese "melhor poucos que nenhuns") não irá "bater" muito nisto, até porque estará mais interessada em que a outra injustiça (aquela com a qual comecei este comentário) seja corrigida. Mas espero estar enganado...

quarta-feira, 10 de maio de 2017

São Salvador...

Eu quero tolerância de ponto, no próximo ano, na semana toda que anteceder a Eurovisão quando formos nós a apresentar o concurso!!!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Para relaxar...

Sim... Eu sei. Tenho gostos musicais demasiado abrangentes, mas sou mesmo assim e com quase 40 anos não há nada a fazer.

Música de "Ed Sheeran" (Tema: Galway Girl)

Escolas públicas portuguesas no estrangeiro também estão abrangidas pela tolerância de ponto de sexta-feira


Comentário: Curiosamente ainda me deparo com alguns colegas (principalmente nas redes sociais) que ainda têm dúvidas quanto à eventualidade da tolerância de ponto ser efetiva para as escolas... Sim, na próxima sexta-feira (12 de maio) terão tolerância de ponto.

E não é só cá... De acordo com esclarecimento ministerial, "aos trabalhadores em funções públicas das escolas, enquanto administração direta do Estado, bem como das escolas portuguesas no estrangeiro, que tenham a mesma natureza de estabelecimentos públicos de educação e ensino, é aplicável a tolerância de ponto concedida pelo primeiro-ministro".

Acho que não restam dúvidas!

Até diria mais... Para o ME chumbar alunos a qualquer disciplina é ineficaz


Comentário: Esta loucura pelo sucesso estatístico passa-me completamente ao lado... A energia e dinheiro gasto em forçar o sucesso estatístico (e consequente divulgação) poderiam ser direcionados para estratégias de sucesso real. Sou naturalmente incompetente na aferição de motivos construtivos e positivos que estão na base de patrocinar sucesso cego, nomeadamente tábua rasa aos "chumbos". 

Trabalhar nos motivos do "chumbo" poderia ser bem mais interessante... Mas isso dá trabalho, implica dinheiro, recursos, mais professores, mais tempo e, eventualmente, um sucesso real. E isso não interessa muito (ou nada) ao poder político.

Poderia ser interessante que as novas equipas ministeriais aprendessem com os erros dos seus antecessores, avaliarem resultados passados e darem mais tempo e recursos aos professores para implementar o que entretanto se constatou ter dado resultado, anulando ou reformulando o que não resulta.

É o "vale tudo"


Comentário: Convém esclarecer que esta e outras situações foram alvo de denuncia no blogue "Assistente Técnico" (aqui) (não é por acaso que o consulto diariamente), o que comprova que os blogues ainda são veículos relevantes de denúncia de irregularidades na educação.

Parece que o argumento utilizado por um dos agrupamentos de escolas, encontra sustentação numa tentativa de "bolsa" de financiamento para visitas de estudo a alunos carenciados. O motivo até poderia ser nobre, mas não encontra sustentação legal.

Dos estudos ministeriais....


Comentário: Quem me conhece sabe que não sou muito dado a estudos "encomendados", que têm óbvios custos e que carecem de posterior "reflexão" por parte de quem nos tutela. Não estou por isso a menosprezar o dito cujo, no entanto, poderia ser mais produtivo e consequente, darem tempo aos professores nas suas escolas, para efetivamente discutirem, refletirem e proporem soluções realistas para ultrapassar muito do que vai sendo identificado. E não são as tais soluções "chapa 5" que ficam muito lindas nos papéis, e que no final independentemente do que for feito, resulta sempre em mais do mesmo, isto é, estatística de "sucesso" ou estatística de "manutenção".

Se quiserem ter acesso à fonte da notícia, é só clicarem na imagem abaixo.



Eis a fase de validação do Aperfeiçoamento das Candidaturas

Fase curta... Termina já amanhã (10 de maio), às 18 horas e é da responsabilidade das escolas. Seguir-se-á a fase da publicação das listas provisórias, mas de acordo com o calendário (aqui) só poderemos contar com elas a partir da próxima semana.

Se quiserem saber mais relativamente ao trabalho da escola, nesta fase, o melhor mesmo é clicarem na imagem abaixo.



domingo, 7 de maio de 2017

E porque hoje é Dia da Mãe...

Tem, no corredor, um dálmata de faiança, ou qualquer coisa do estilo, não sei bem, que eu de cerâmica nunca percebi nada. Sei que se parte e pronto. Está lá há décadas… sem se partir, ora aí está! Já o escondi num armário, mas na hora seguinte, estava no seu lugar serenamente. Já me lembrei também de o atirar pelas escadas abaixo, mesmo ali ao lado, mas nunca tive coragem: é que o bicho já tem vida e alma. Já gosto dele. Se ela gosta... 
Tem também a mania de nos seguir pela casa quando tem algo para nos dizer. Mesmo que estejamos com pressa, mesmo que digamos que «agora, não dá, tenho que me despachar», segue-nos e fala, fala sem parar. Entra no quarto e fala, fala enquanto mudamos de roupa. Segue-nos até à casa de banho e fala, fala encostada à porta. O barulho do autoclismo não a faz parar, mas sim levantar o tom de voz. E, se por ventura, nos apanha desatentos, lá vem o «És como o teu pai! Não ouves nada do que eu digo!». 
«Eu já sabia!» é a frase que ela mais usa, e, de facto, sabe muitas vezes muito antes de nós o resultado de determinadas atitudes nossas… Implacável com os nossos erros e de uma complacência enorme para com os dos outros… Gosto que assim seja… O esquema ao contrário torna muita gente mimada e intolerante. 
É de poucos risos, mas, quando estes acontecem, são tão intensos que, dos olhos pequeninos, só conseguimos ver o traço… E é nesses momentos que eu lhe vejo mais a alma… 
Em adolescente, num daqueles rasgos de afirmação pessoal, comecei a chamá-la de «Mãe»… Ouviu-me umas quantas vezes até que, uma noite, antes de ir dormir, me pediu (ela que nunca pede nada): «Não deixes de me chamar «Mamã»… » A minha promessa foi feita em silêncio… E nunca mais falhei…

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Gosto (mesmo) muito...

...desta música do "Soprano", não só pela sonoridade que de alguma forma me transmite paz, mas acima de tudo pela letra que me faz lembrar alguém que conheci há relativamente pouco tempo.

Aguentem os primeiros 57 segundo de introdução do vídeo... Acreditem que vai valer a pena, principalmente se apreciarem a língua francesa. No meu caso, deixa-me arrepiado e já ouvi esta música umas boas 10 vezes. ;)

Música de "Soprano" (Tema: Roule )

E porque não?


Comentário: O SIPE propõe que também os colegas contratados possam permutar entre si... Considero que é uma situação que pode e deve ser considerada, e esta será uma excelente altura para que seja explorada. Estou certo de que se levantarão os defensores de que isso irá criar um problema legal, mas julgo que com boa vontade poderia ser possível chegar a uma situação de "conforto" que permita aos nossos colegas contratados fazer o mesmo que os colegas dos quadros.

Quanto à outra proposta de termos uma plataforma funcional para que seja possível sabermos quem quer permutar, onde se encontra atualmente e para onde gostaria de ir, é algo que há anos se defende mas que nenhum Ministério da Educação aceita assumir a responsabilidade. Se existem sítios virtuais onde isso é possível, será que é assim tão difícil à máquina governamental adotar um procedimento similar?!

Projeto de Portaria de permutas de Professores

Começava a ver que o novo diploma que irá regulamentar as permutas de professores nunca mais entrava em "negociação". A primeira proposta de portaria terá sido entregue aos sindicatos no dia 2, e convém também estarmos atentos a ela.

Se clicarem na imagem abaixo (link SIPPEB), podem fazer o download do documento.


Saliento apenas a disposição transitória que me parece relevante (a propósito da informação que divulguei aqui):

"Os docentes de carreira que até 31 de Agosto de 2017 completariam a permuta no âmbito da plurianualidade de quatro anos escolares, sem terem perdido a componente letiva no seu período de duração, podem consolidar a permuta, caso não haja oposição declarada pelos permutantes, e desde que ambos permaneçam em exercício efetivo de funções."

Problemas com candidaturas invalidadas ao concurso de integração extraordinário (versão 2017)

Começam a surgir os primeiros relatos de candidaturas invalidadas ao concurso externo extraordinário (ou se quiserem, concurso de integração extraordinário), cujos colegas me asseguram que reúnem as condições exigidas. Não percebo ao certo qual será o motivo de tal situação, no entanto, e acreditando na veracidade dos relatos, volto a deixar aqui parte de um post que escrevi em 18 de abril (aqui) e que estabelece as condições para poder ser admitido a este concurso:

 "Apenas pode concorrer a este concurso de integração (ou vinculação, se quiserem), os colegas que reúnam de forma cumulativa os seguintes requisitos:

 a) Existência de 4380 dias de tempo de serviço docente até 31 de agosto de 2016;

 b) Existência, à data de abertura do concurso (12 de abril), de 5 contratos a termo resolutivo nos últimos 6 anos escolares, celebrados nos estabelecimentos de ensino públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário da rede do Ministério da Educação.

(...)

Nota 2: Para efeitos de admissão a concurso, não é necessário o requisito "horário anual e completo no ano escolar 2016/2017".

Como ver se a candidatura está validada ou aperfeiçoar a candidatura?

Nada que seja especialmente complexo... Basta entrarem na plataforma SIGRHE, clicarem na aba "Situação Profissional" e depois clicarem em "Aperfeiçoamento", seguido de "Aperfeiçoamento de candidatura".


Depois é clicarem no lápis que vos aparece ao lado do vosso número de candidato. Deve aparecer algo similar ao que me apareceu a mim (com as devidas alterações quanto à tipologia de concurso".


Nesta janela poderão aparecer-vos 2 situações diferentes (bem... na realidade até são três):

a) "Válida após 1.ª Validação", onde poderão retificar alguns campos, de acordo com o Aviso de Abertura do Concurso, Aviso n.º 3887-B/2017, de 11 de abril. De salientar que se não pretender em efetuar qualquer alteração aos mesmos, os dados atualmente constantes na candidatura serão considerados finais.

b) "Parcialmente Válida após 1.ª Validação" ou "Inválida após 1.ª Validação", onde poderão corrigir os campos inválidos, bem como aperfeiçoar os restantes. Caso a candidatura se encontre no estado Inválida após 1.ª Validação, por ausência de validação, devem confirmar todos os dados e submeter o aperfeiçoamento. 

Para mais esclarecimentos, o melhor mesmo é lerem com muita atenção o manual do aperfeiçoamento (aqui).

Os prazos de aperfeiçoamento são apertados (das 10:00 horas de hoje às 18 horas do dia 8 de maio de 2017 - horas de Portugal continental), pelo que convém estarem atentos.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Dos excessos de um cargo...

Quando no início do presente ano letivo, me foi atribuído o cargo de Diretor de Curso de um curso profissional de Técnico Auxiliar de Saúde, pensei (como sempre penso) que seria mais uma excelente oportunidade para desenvolver competências profissionais e pessoais, desempenhando um cargo novo. Quem me conhece sabe que gosto de desafios e que não viro costas ao trabalho. Como já havia sido "professor acompanhante" (não sei muito bem porquê, mas não me agrada esta classificação) de estágios em outras escolas, sabia que teria mais trabalho, mas o quanto é que estava longe de imaginar.

Nunca imaginei a real dimensão do trabalho até chegar à parte da concretização de protocolos com as instituições, transportes, refeições, lavagem de fardas, cadernetas de estágio, seguros, e muito, mas muito mais. São mensagens de correio eletrónico não respondidas, telefonemas não devolvidos, problemas com transportes a partir do momento em que terminarem os transportes escolares... Meu Deus! A "escala" deste cargo, nesta fase, não tem comparação com o cargo que desempenhei quase sempre (à exceção de 3 anos, se não estou em erro) desde que iniciei a docência, isto é, Diretor de Turma (principalmente de 3.º ciclo)

Esta semana está a ser uma verdadeira loucura, pois há sempre algo mais que aparece e o estágio já começa para a próxima semana. Em boa verdade, estou a ter um crash course em Direção de Curso, e julgo que nos próximos anos já irei encarar isto com maior naturalidade, mas neste momento só me apetece "fugir" da escola.