quarta-feira, 4 de abril de 2012

Só "boas" noticias

Professores dos quadros em risco


O Ministério da Educação e Ciência (MEC) não sabe o que fazer aos professores do quadro que ficarão sem horário graças à revisão curricular». É esta a certeza com que saiu do encontro com o MEC José Alberto Rodrigues, da Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) – uma das áreas curriculares que mais horas vão perder com o novo currículo.
(...)

Contactado pelo SOL, o gabinete do ministro Nuno Crato não avança números de professores que podem ficar sem horários, explicando que «qualquer estimativa só poderá ser feita após a constituição de turmas pelos estabelecimentos de ensino». E também não revela qual a poupança que pode ser alcançada com estas medidas, apesar de ter sido traçado o objectivo orçamental de cortar cerca de 100 milhões de euros em custos com pessoal.

A mesma fonte sublinha que «a revisão da estrutura curricular não põe em causa os lugares dos docentes do quadro» e adianta que, «quanto aos restantes, estão a ser equacionadas alternativas».
Uma das ideias que saiu da reunião, esta quarta-feira, entre a APEVT e o secretário de Estado do Ensino, João Casanova, passa por pôr docentes das áreas de Expressão (como EVT e Música) a dar apoio a actividades do 1.º Ciclo. José Alberto Rodrigues diz, porém, que «não é claro em que moldes vão operacionalizar» esta ideia e que não está sequer definida «uma grelha específica com horas a atribuir».

Estudo na componente não lectiva
Certo é que o anunciado Apoio ao Estudo – que será opcional para os alunos – não dará mais horas de aulas aos docentes do quadro, uma vez que, como avançou ao SOL fonte oficial do MEC, este «deverá ser integrado na componente não lectiva de trabalho dos professores».


Comentário:
Está confirmada a suspeita sobre o Apoio ao Estudo ir para a componente não lectiva. Isto confirma os cálculos de uma perda de 9 a 11 tempos por turma no 2º ciclo. Um dos tempos poderá ser recuperado com a Oferta complementar, mas falta saber como vai ser determinado o crédito de horas das escolas para se esclarecer essa dúvida.

8 comentários:

Alberto Miranda disse...

São cerca de 6000 professores de EVT do quadro...com o fim do par pedagógico e de Estudo Acompanhado penso que 60% vão ter horário zero em 2012/2013...a passividade dos professores até faz impressão.
Mais uma coisa: não é com baixos assinados que vão mudar as poíticas do MEC (já não estamos em janeiro!).

Anónimo disse...

Meus caros colegas!
No 1º Ciclo sempre foi considerado como componente não letiva, apesar de ser claramente trabalho letivo, e nunca ouvi ninguém reclamar por isso!
Pois quando nos afeta...

Anónimo disse...

O que poderá acontecer com os de EVT, e que já acontece "à candonga" é darem outras disciplinas que pertencem a tudo menos ao grupo 240, porque alguns deles têm habilitação própria para 530 e 600. Quem perde? Quem tem qualificação nesses grupos.

Este ano tem havido de tudo. Sei de casos de gente de 240 que dá 600, de 600 que dá 530. São os próprios horários que são mal lançados (ou não!) e quem pode eventualmente ser prejudicado são os alunos, pois existem especificidades de cada grupo e de cada faixa etária.

M. Silva

Anónimo disse...

Caros colegas:
Pergunto o que estão a fazer os sindicatos?
É ESTE O BOM ACORDO?
ISTO ESTÁ DEMASIADO AMORFO.
Acabam com milhares de postos de trabalho no ensino e o professores nada!!!!!!!!!!!
SOMOS A MAIOR CLASSE TRABALHADORA DO PAÍS. QUANTOS SOMOS?
Não nos respeitam. Fazem de nós gato sapato.
ESTÁ NA ALTURA DOS PROFESSORES DE UMA VEZ POR TODAS SE UNIREM.
Fazem Revisãoes curriculares ao seu belo prazer e não dão cavaco a ninguém.
Agora foram os de EVT e ET, para a próxima unem História com Geografia, e depois os meninos têm muitas aulas e toca de reduzir a carga hóraria, eles não vão descansar enquanto NÃO PRIVATIZAREM O ENSINO E ACABAREM COM A ESCOLA PÚBLICA.
TEMOS DE LUTAR.
SENÃO COMEÇAMOS A TER PROFESSORES A FAZEREM O MESMO DO REFORMADO GREGO.

Anónimo disse...

Não me parece que tenha havido acordo ainda relativamente à matéria da "revisão" curricular...
Mas a FNE deve estar a pôr-se a jeito para assinar.
Quantos professores fizeram greve para demonstrar que não estavam satisfeitos com o rumo que as coisas estão a levar na educação? Até se gabaram de não terem feito... A "revisao" curricular já estava na forja. Quantos colegas de EVT fizeram greve? E agora perguntam o que os sindicatos fizeram?! Eu fiz. Sou sindicalizada, não sou de EVT e por enquanto esta onda destrututiva ainda não me afeta. Mas sei que vai afetar, injustamente, muitos professores, e sobretudo muitos alunos, muita gente. Fiz greve em solidariedade e porque sei que qualquer dia vai se ra minha vez. Quis que a minha individualidade contasse para uma grande massa de descontentamento.
Foi o que os sindicatos fizeram: juntaram as pessoas descontentes para juntas serem mais expressivas.
Anónimo das 12:12 pm, o seu número contou?

Joaquim disse...

é tão facil falar em fazer greve.
Cada um sabe das suas despesas, se sepode dar ao luxo de perder um dia de trabalho. quando se está perto de casa é facil agir assim ou então quando se têm um conjug que ganha para cobrir essas despesas.
Agora num agregado familiar de dois profs contratados com dois filhos em que um está perto de casa (60 kms) e o outro a milhas de distância (nos Açores) o dinheiro é todo contado já fizemos muitas greves em simultâneo, depois passou a ser um faz e o outro não actualmente nenhum de nós fez.
Noutros paises descontamos para sindicatos mas nos dias de greve é o sindicato que nós paga.
Quando foi a ultima vez que viram algum ministro da educação se preocupar com os sindicatos... e depois ainda têm lata de falar em "grande vitória". Qual foi a vitória no que diz respeito aos colrgas de EVT, ao facto dos colegas da escolas de contrat entrarem na 1º p e agora aos de ET.

Em casa somos os dois sindicalizados um da SPN e outro do SPZN e não consigo ver qual a diferença. mentira um desconta mais que o outro...

Susana Santos disse...

Joaquim, na minha familia eu sou uma mera contratada, o meu marido faz parte dos inúmeros desempregados, e tenho em filho bebé de 1 ano. Mais, estou a 500km de casa! Não foi por isso que deixei de fazer greve. Essa é, para já, a nossa única forma de lutar. Isto vai muito mais além de políticas, estamos a falar de uma greve geral para demonstrar o descontentamento pelo o que estão a fazer às pessoas deste país. Se custa não receber esse dinheiro ao final do mês? claro que custa, mas basta de abdicar de um pequeno luxo que ainda nos resta, comprar menos isto ou aquilo. O ensino vai de mal a pior e qualquer dia não há lugares para contratados nem escola publica. É triste ver o que se está a fazer à educação, é triste saber que o meu filho vai ter o (des)ensino que se vê. Enquanto nada se fizer ao fundo em que estamos iremos cavar mais um pouco para nos afundarmos ainda mais!

Anónimo disse...

Sou de quadro de escola, tenho duas profissionalizações e o diretor já me disse que não tem horário para mim porque não pode mandar embora a colega de qzp, porque está lá por quatro anos. como isto é possível? Sou efetiva`hà 20 anos........

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