Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Parte 2 - O entendimento das comadres


Comentário: A Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas em conjunto com o MEC, concluiu que a polémica em torno da Bolsa de Recrutamento (BR) terá surgido de erros de interpretação da legislação por parte dos professores. Nem vou comentar o que hoje aconteceu nesta reunião, para não utilizar termos menos correctos... Depois de alguns directores terem vindo a público afirmar que tinha ocorrido uma alteração na aplicação como é possível esta conclusão? Não sei se estes "meninos" estão a par, mas a maioria dos que estão este ano na BR já o estiveram em outros anos (pelo menos desde 2009)! Só este ano é que os erros de interpretação surgiram em quantidades industriais? Por favor...

17 Comentário(s):

Advogado do Diabo disse...

Porque será que não estou admirado?


Mas… delicioso é o momento de um tal Adalmiro Botelho da Fonseca, Presidente de uma Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP):
“Se as escolas são responsáveis por atingir os resultados têm de ter os activos materiais e humanos à sua responsabilidade. Temos de começar logo pelos professores. Temos de ter mais influência na contratação de professores”

fonte: http://smartforum.educare.pt/index.php?id=209621

Militante disse...

Se conhecessem o caso de Almancil de fio a pavio perceberiam a dimensão do erro e quanto de erado tem este sistema de administração e gestão das Escolas. No mínimo é urgente redimensionar os agrupamentos que têm estes políticos instalados. Toda a gente sabe que os titres têm sucesso na aldeia. Na cidade a coisa fia mais fino... Venham de lá os centros escolares para que esta gente saia calmamente pela porta que deve.

Sicuta disse...

"Temos de ter mais influência na contratação de professores". Ui... se isto acontece os resultados [escolares] vão piorar, uma vez que estarão criadas as condições para que o mérito dê lugar à cunha.
Nós é que temos de ter mais influência na eleição dos directores. Há poucos anos todos os professores elegiam directamente o seu Presidente de Conselho Executivo. Agora quem escolhe o director é o Conselho Geral, que conta apenas com 21 eleitores "especiais". Estamos perante uma situação de asfixia democrática.
Já repararam que temos directores com 10, 15, 20 ou mais anos, pois antes já eram Presidentes do Conselho Executivo? Se já amadurecemos ao ponto de limitarmos os mandatos dos senhores Presidentes de Câmara, porque não avançamos com uma proposta no sentido de limitar a 2 o número máximo de mandatos que um director poderá exercer?

maria disse...

ricardo descanse,que bem merece.
não tenho palavras...
onde vivemos?
isto é de loucos.

Anónimo disse...

Podemos não ter como provar o recurso das BR, mas, caso nunca tenham lido o dec-lei das ofertas de escola nem o manual de aplicação das escolas, está lá determinado que os critérios de selecção nunca em momento algum poderão implicar uma acção de discriminação…Ora colocar como, já aqui neste blog foi colocado um print screen, onde dizia taxativamente “ter leccionado a turma A/B/C… no ano de 2010/2011…
Isto não é um critério discriminatório? Este critério discrimina legalmente qualquer pessoa até com mais graduação e tempo de serviço que queira a ele se candidatar.
Se a esses lugares que concorri, ficar alguém menos classificado do eu, eu pretendo denunciar na aplicação e vou mencionar exactamente as palavras deles “na fixação desses critérios, os órgãos de direcção executiva não devem considerar aqueles que, de alguma forma, possam colidir com os princípios da igualdade e não discriminação, constantes da Constituição da República Portuguesa e do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto)”

Rui Pacheco

Cláudia F. disse...

RICARDO, TUDO ISTO É TÃO GRAVE, MAS TÃO GRAVE!!!!! E AO MESMO TEMPO TÃO ÓBVIO, MAS TÃAAO ÓBVIO, QUE NÃO SEI COMO NÃO SE RESOLVE RAPIDAMENTE PELO NOSSO LADO. NÃO PODEMOS DECLARAR ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA NA EDUCAÇÃO?!?!!!

Belita disse...

Ricardo,

Obrigada pelo trabalho que tem desenvolvido em prole de todos os professores portugueses, nomeadamente dos contratados.
Penso que devia dar conhecimento dos “critérios manhosos nas ofertas de escola – XVI” à comunicação social. Era uma notícia digna de passar em qualquer telejornal nacional. Onde já se viu como critério para lecionar a Língua Portuguesa, formação em TIC? Isto é de bradar aos céus. Haja alguém com coragem e capacidade, para denunciar o que vai contra a dignidade de qualquer cidadão!

Belita

Eu disse...

Só me apetece dizer palavrões :-/. Posso?

Anónimo disse...

O entendimento dá jeito não vá algum Boy para o desemprego

A.A. disse...

Pode ser que este entendimento signifique que a culpa morre, como sempre solteira, mas que na próxima BR3 as "coisas" já surjam como deve ser. É o mínimo que se exige já que não vão corrigir os disparates anteriores. Tenho de acreditar nisto, pelo menos até sair a próxima bolsa... se não vou ficar doida, e, aí deixo de ser problema pois já não sou capaz de leccionar. Quanto à autonomia das escolas, que me desculpem os Diretores honestos, Crato nos livre. Pode ser que pelo menos isso consiga fazer.

Beatriz disse...

Estou sem palavras... Isto é revoltante!!!Por este andar, este ano lectivo não serei colocada... nas BR so concorri a anuais... e nas OE não tenho o factor cunha! Enfim... estou perdida! :( HELP!

Helena disse...

Comentário retirado do Umbigo:


"ana Diz:

Setembro 24, 2011 at 6:03 pm
Não sei o que se passa mas ainda ontem inseri um horário anual e a aplicação assumiu-o como tal.´Se se indicar que o motivo é substituição assume sempre 30 dias a contar do dia em que se insere; se o motivo for aumento de turmas dá para inserir horários anuais – depois na fundamentação justifica-se: por exemplo não aceitação, engano na colocação, inexistência de colocações, etc…
Para o efeito basta não escrever no motivo substituição se for anual; agora se for substituição temporária não há volta a dar."

Anónimo disse...

Para Beatriz:também eu!O ministro a 1 de Setembro admitiu que houve 1 erro na falta de colocação de 3700 professores e que esse erro adveio da ineficiência do sistema.POrque é que os sindicatos nã0 pegam nisso? O erro não está só na BR2,vem desde o início.Sofia

Anónimo disse...

A aplicação para as ofertas de escola já foi alterada.Sofia

digo disse...

nao sabia que os directores têm presidente,deve ser para repartir o dinheiro das compensaçoes pelos ordenados dos
contratados.
só vergonhas...
ponham esta corja na rua,já.
na escola,nunca,coitadinhos dos alunos...
no saco dos governadores,ficam bem...e diminui a divida do país.

Helena disse...

"Helena Diz:

Setembro 24, 2011 at 7:33 pm
Ana, usei (copiei) o seu comentário para que outros colegas tenham mais uma visão desta polémica, desta feita, de alguém que está inserir horários e, na primeira pessoa, testemunha a sua experiência.

Só coloco uma pergunta: diz ontem, isso quer dizer que só ontem foi assim ou todos os dias que insere horários é assim? A plataforma “comportou-se” sempre da mesma forma como ontem ou houve oscilações de procedimentos?"

"ana Diz:

Setembro 24, 2011 at 9:47 pm
9,10
Quando acedemos à aplicação para inserir horários aparecem-nos dois motivos: substituição e aumento de turmas.
Eu, se preciso de um horário anual, indico sempre aumento de turmas ( e aparece a opção anual /temporário para escolher.
Se indicar substituição, mesmo que seja maternidade, a aplicação assume logo temporário e 1 mês.
E assim que procedo e os horários figuram como anuais: no campo justificação refiro os motivos da necessidade."

Helena disse...

"Helena Diz:

Setembro 24, 2011 at 9:58 pm
Ana, muito obrigada pelo seu esclarecimento. Posso presumir que a plataforma esteve sempre a funcionar assim? Desculpe insistir…"

"ana Diz:

Setembro 24, 2011 at 10:15 pm
Sim Helena. Para se poder pedir um horário anual só indicando aumento de turmas, sempre foi assim. Bjs"

http://educar.wordpress.com/2011/09/24/sera-psicodrama/#comments